“A prioridade é a aceleração da capacidade produtiva”
Com o primeiro-ministro, Giorgia Meloni “nunca houve uma disputa em anos” sobre questões “importantes para a Itália”, como compromissos de segurança e gastos militares. O Ministro da Defesa afirmou isso, Guido Crosetto, em entrevista ao Corriere della Sera.
“Falamos, normalmente e livremente, como sempre fazemos com todos os aliados, e definimos uma posição. Que respeito e entendo. Depois cabe a mim continuar a dizer o que é necessário para garantir a segurança dos italianos num quadro completamente diferente do que existia antes. Todos sabem que assumimos compromissos plurianuais e podem haver diferentes etapas, mas faremos o que tivermos que fazer”, observou Crosetto. No que diz respeito ao debate da UE sobre a flexibilidade dos gastos energéticos, “Meloni tem toda a razão” e “penso que os chamados ‘frugais’ estão a falar de cima sobre as suas reservas energéticas, petróleo, enormes fundos soberanos ou uma abordagem ideológica ao orçamento”.
“Acredito que deveríamos pedir ainda mais recursos à Europa: precisamos de remover regras, constrangimentos, que nos tornam lentos, ineficientes, elefantinos. Há demasiada burocracia e muito pouco pragmatismo”, explicou Crosetto, segundo quem no último ano da legislatura a emergência deve ser “a aceleração da capacidade produtiva do país”. “Isso faz-se fortalecendo a parte produtiva nacional mas também ativando energia e investimentos do exterior. Precisamos de construir pontes de ouro para quem quer investir aqui, para quem se muda para Itália”, concluiu.