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“Axios”: Israel almeja um novo acordo de segurança de 20 anos com os EUA

Os setores envolvidos incluiriam tecnologia de defesa, inteligência artificial aplicada ao setor militar e projetos como o sistema antimísseis Iron Dome

Israel pretende negociar um novo acordo de segurança com os Estados Unidos com duração de 20 anos, o dobro dos atuais memorandos de entendimento, e com cláusulas “América Primeiro” para garantir o apoio da administração do presidente Donald Trump. Isto foi relatado pelo portal de informações dos EUA “Axios”, citando fontes israelenses e americanas. O acordo, que substituiria o acordo de dez anos assinado em 2016 sob a administração de Barack Obama e que expira em 2028, deverá garantir a Israel pelo menos o mesmo nível de ajuda militar – cerca de 4 mil milhões de dólares por ano – mas a sua aprovação poderá revelar-se mais complexa, também devido às crescentes críticas a Israel dentro da própria frente republicana e da base “Maga” de Trump. Desde 1998, Washington e Tel Aviv assinaram três acordos de cooperação militar de dez anos: o primeiro por 21,3 mil milhões de dólares, o segundo por 32 mil milhões e o atual, de 2016, por 38 mil milhões de dólares. Em 2024, durante a guerra na Faixa de Gaza, o Congresso e a administração do ex-presidente Joe Biden aprovaram também um pacote extraordinário de assistência militar adicional para Israel.

Segundo a “Axios”, as negociações para o novo acordo foram adiadas devido ao conflito em Gaza, mas as discussões preliminares foram retomadas nas últimas semanas. Israel teria proposto duas inovações principais: prolongar a duração do acordo de dez para vinte anos, de modo a cobrir também o centenário da independência israelita em 2048, e atribuir parte dos fundos a actividades conjuntas de investigação e desenvolvimento, em vez de exclusivamente à ajuda militar directa. Os setores envolvidos incluiriam tecnologia de defesa, inteligência artificial aplicada ao setor militar e projetos como o sistema antimísseis Iron Dome. Esta abordagem, explicam as fontes, seria concebida para se alinhar com a abordagem “América Primeiro” do governo dos EUA, uma vez que também produziria benefícios directos para a indústria e as forças armadas dos EUA. “Esta é uma abordagem inovadora: queremos mudar a forma como os acordos anteriores foram tratados e colocar mais ênfase na cooperação bilateral. Os americanos apreciam esta ideia”, disse um responsável israelita anonimamente.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.