Lendo as declarações de Giorgia Meloni divulgadas na entrevista ao New York Times a controvérsia era provavelmente esperada. E as polêmicas chegaram. Laura Boldrini, deputada do Partido Democrata e presidente da Comissão Permanente dos Direitos Humanos no Mundo da Câmara, comentou as palavras do primeiro-ministro sobre o fascismo, chamando-as de “uma vergonha absoluta”.
Boldrini contra Meloni: “Ninguém pode ter mais dúvidas”
O ataque ao primeiro-ministro: “Agora até os leitores da revista sabem disso New York Times: Giorgia Meloni que nunca condenou o fascismo, em entrevista ao jornal americano, chegou mesmo a justificá-lo. Uma vergonha absoluta. Ninguém pode mais ter dúvidas”, afirma Boldrini.
Para o deputado dem “uma pessoa que mantém esta ligação com os vinte anos de fascismo não pode estar à frente do governo da República Italiana nascida da Resistência. Agora, mais do que nunca, que as forças progressistas se unam e derrotem a direita é também um dever moral para com a história italiana”.
O que Meloni disse sobre o fascismo na entrevista ao Nova
A referência é a um dos trechos mais polêmicos da longa entrevista concedida por Meloni ao jornalista do New York Times Rogério Cohen. Falando sobre a sua formação política e a história da direita italiana, a primeira-ministra define a do fascismo como “uma história particularmente complexa”. “É claro que se olharmos para essa história hoje é uma coisa. Se tivéssemos olhado enquanto estávamos no meio dela, provavelmente teríamos visto de forma diferente, certo?”, palavras exatas de Meloni.
A entrevista também abordou Giorgio Almirante, líder histórico do movimento social italiano. Meloni afirma o seu ensinamento político: “Ele nos ensinou algo muito importante em termos de valores. Que se pode travar a batalha com dignidade, mesmo partindo de uma posição inicial muito marginal”.