Alerta em França sobre milhares de preservativos não conformes. A Direção-Geral da Concorrência e Repressão à Fraude e a Direção-Geral da Saúde reportaram dois problemas distintos: cerca de 260 mil preservativos recolhidos após testes laboratoriais que evidenciaram o risco de ruptura e, para uma das referências, a presença de perfurações juntamente com mais de 40 mil preservativos vendidos online que foram considerados sem requisitos de conformidade europeus.
Preservativos com risco de ruptura e perfuração
Os controlos envolveram também produtos que ostentam regularmente a marca CE e são vendidos em lojas e farmácias. As análises identificaram duas referências não conformes, uma pelo risco de quebra e outra também pela presença de perfurações. Os recalls, iniciados entre o final de maio e o início de agosto, afetam um total de cerca de 260 mil unidades.
No portal governamental Rappel Conso aparecem o preservativo Safe by Friday Bae, lote 3RRI553, comercializado na França de novembro de 2023 a maio de 2026, e os preservativos ultrafinos My Lubie, lote 5RRI891, vendidos entre dezembro de 2025 e maio de 2026 também através da Amazon, farmácias, Monoprix e outros varejistas. Para ambos o risco indicado é a possível transmissão de infecções sexualmente transmissíveis ou uma gravidez indesejada.
Mais de 40 mil produtos sem marcação CE
Uma segunda tendência diz respeito a cerca de trinta referências oferecidas sobretudo em grandes plataformas online: cerca de mil embalagens, para mais de 40 mil preservativos vendidos. A maioria foi comercializada por vendedores asiáticos e não possuía a marca CE nem a avaliação de conformidade exigida; As embalagens francesas também faltavam frequentemente. Entre os produtos recolhidos pela Rappel Conso estão algumas referências Okamoto e Sagami originalmente destinadas ao mercado japonês.
As lojas online foram solicitadas a remover os anúncios imediatamente: 36 anúncios já foram cancelados. As autoridades de saúde recomendam que qualquer pessoa que tenha utilizado produtos não conformes seja submetida a um teste de infeções sexualmente transmissíveis e, em caso de atraso menstrual, a um teste de gravidez.