Em dezembro passado, o governo de Milei decidiu revogar a pensão e a renda vitalícia do ex-presidente, após a confirmação da pena de prisão de seis anos pelo crime de administração fraudulenta em prejuízo do Estado
O Ministério do Capital Humano da Argentina decidiu recuperar as pensões que o ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner ela percebeu na qualidade de ex-presidente, ex-vice-presidente e viúva do ex-chefe de estado Néstor Kirchner. Isso foi relatado em um comunicado de imprensa oficial do ministério. O ministério “iniciou formalmente, através da assinatura do ato administrativo pertinente, a implementação da efetiva recuperação dos valores recebidos indevidamente pela cidadã Cristina Fernandez de Kirchner, correspondentes às cessões vitalícias (pensão e anuidade) devidamente concedidas nos termos da Lei 24.018, com os respetivos juros”, lê-se na nota. Segundo a imprensa local, o valor a reembolsar ascenderia a cerca de 750 mil dólares. A decisão foi tomada depois de a justiça ter rejeitado o pedido cautelar apresentado por Fernández de Kirchner para obter o restabelecimento antecipado da pensão que recebia quando era viúva do ex-presidente Nestor Kirchner.
Em dezembro passado, o governo de Javier Milei tinha decidido revogar a pensão e a renda vitalícia do ex-presidente, após a confirmação da pena de prisão de seis anos pelo crime de administração fraudulenta em detrimento do Estado, no processo conhecido como Vialidad. Nessa altura o executivo tinha justificado a decisão alegando que estes benefícios constituíam “uma atribuição discricionária, sem carácter previdenciário, concedida em reconhecimento de honra, mérito e bom trabalho no cargo”, e que “não têm carácter contributivo”, ou seja, não decorrem de contribuições pagas pela própria ex-presidente.