Segundo Tajani, a Rússia poderia tentar influenciar as eleições que ocorrerão em toda a Europa. Dos da Saxónia-Anhalt aos franceses, dos italianos aos polacos. O líder da Forza Italia voou para Wicklow, na Irlanda, para a reunião informal dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE. A partir daí o secretário italiano expressou a sua proximidade à Alemanha, após as revelações sobre os drones explosivos russos em Leipzig, e reiterou o seu apoio à Ucrânia.
“Não descarto interferência nas eleições”
Para Tajani, a presença de drones explosivos no aeroporto de Leipzig-Halle representa “um ato de guerra híbrida em solo alemão”. “Estamos solidários com a Alemanha pelo que aconteceu. Há uma série de ataques do lado russo, ataques de guerra híbrida, não uma guerra travada com armas, mas isto é inaceitável”, acrescentou o vice-primeiro-ministro.
Que fala sobre como Moscou pode se mover em vários níveis: “Também não excluo que possa haver tentativas da Federação Russa de interferir na vida democrática dos países da União Europeia, interferindo em eleições democráticas livres”. Segundo o secretário da Forza Italia “os cidadãos italianos não serão influenciados, mas infelizmente a tentativa acontecerá porque é conhecida”.
A estratégia russa seria “tornar a Europa menos governável ou ter partidos anti-europeus amigos da Rússia que possam colocar um raio nas rodas de uma política de segurança europeia”. Mas para Tajani “precisamos de alertar toda a gente em toda a Europa que existe um ataque híbrido neste momento e já há algum tempo”.
Apoio para Kiev
O Ministro dos Negócios Estrangeiros confirmou então a linha europeia: o apoio a Kiev não falhará. E neste sentido antecipou que está a ser preparado “um novo pacote de ajuda militar” para a Ucrânia, “como sabem o conteúdo é confidencial, apenas o Copasir será informado, portanto como é confidencial não posso dizer qual é o conteúdo mas haverá um novo pacote de ajuda militar a ser enviado à Ucrânia”.