Nickolay Mladenov, antigo enviado da ONU para o Médio Oriente e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Bulgária, será designado alto representante do Conselho de Paz presidido por Trump
A administração do presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciará hoje o início da “fase 2” do plano dos EUA para Gaza, que envolve a criação de um comité de tecnocratas palestinianos encarregado de administrar temporariamente o território devastado pela guerra, segundo responsáveis norte-americanos citados pelo jornal Wall Street Journal. O plano prevê a nomeação de 15 tecnocratas palestinianos para o Comité Nacional para a Administração de Gaza, responsável pela gestão quotidiana dos serviços essenciais, incluindo saúde, electricidade e educação. Nickolay Mladenovantigo enviado das Nações Unidas para o Médio Oriente e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Bulgária, será designado alto representante do Conselho de Paz presidido por Trump, com a tarefa de supervisionar a implementação do plano. O conselho, composto por aproximadamente 12 membros, fornecerá orientação política geral para as questões mais relevantes. Trump disse no domingo que o conselho incluiria “os líderes mais importantes das nações mais importantes”, mas não os nomeou. A composição da futura força de estabilização internacional responsável por garantir a ordem em Gaza ainda não foi divulgada.
Segundo o Wall Street Journal, o plano de paz foi em grande parte elaborado pelo enviado especial Steve Witkoff e o genro do presidente, Jared Kushner. O anúncio da segunda fase do plano surge num contexto de relativa estabilidade do cessar-fogo previsto pela primeira fase, e com a organização islâmica palestiniana Hamas a devolver todos os reféns falecidos, exceto um. Washington acredita agora que é possível passar da fase de contenção do conflito para a fase de governação e reconstrução. No entanto, permanecem fortes dúvidas na região, uma vez que o Hamas, considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos, não esclareceu se e como pretende empreender um processo de desarmamento. De acordo com responsáveis norte-americanos, o fracasso no desarmamento do Hamas continua a ser o principal obstáculo tanto à reconstrução como à criação de uma estrutura governamental credível.