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Wall Street Journal: Com o Trump-Putin Summit, o Kremlin quer quebrar seu isolamento internacional

De acordo com o economista russo Kirill Dmitriev, o diálogo entre os dois líderes trará “esperança, paz e segurança global”

Moscou tem grandes expectativas em vista da cúpula de sexta -feira no Alasca entre os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, Donald Trump e Vladimir Putinque, no entanto, não têm nada a ver com o fim do conflito na Ucrânia. É isso que lemos em um editorial do jornal “Wall Street Journal”, segundo o qual o Kremlin vê na reunião uma oportunidade de “separar as relações EUA-Rússia do destino da Ucrânia e quebrar seu isolamento internacional, com possíveis acordos entre duas grandes parentes. Kirill Dmitrievo diálogo entre os dois líderes trará “esperança, paz e segurança global”. Além da “questão ucraniana”, que continua sendo o tópico principal da reunião, o vice -Sergey Gavrilov mencionou “questões globais mais importantes”, como a cooperação econômica e infraestrutura do Ártico. Um ex -embaixador russo, Alexander Yakovenko, definiu a resolução da guerra na Ucrânia “um problema secundário, agora perdido pelo Ocidente”, para ser superado para normalizar as relações com os Estados Unidos.

De acordo com o “Wall Street Journal”, apesar da atenção nas negociações, os sinais de que Putin pretende fazer compromissos significativos na Ucrânia não surgem. A oferta russa, relatada pelo enviado especial Steve Witkoffprevê um cessado o incêndio em troca da venda de territórios, incluindo importantes centros urbanos ainda não conquistados. Analistas ocidentais e russos afirmam que Putin agora sente a liderança no campo de batalha e que ele pretende substituir o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky Com um “governo de marionetes”, especialmente após o redução do tamanho do apoio militar dos EUA em Kiev. O analista Abbas Gallyamovex -autor de discursos públicos de Putin que se tornou seu detrator, o presidente russo talvez aceite concessões secundárias para evitar confrontos com Trump, mas não encerrará o conflito, na esperança de separar a pergunta ucraniana da das relações com os Estados Unidos.

O mero fato de que a cúpula é realizada nos EUA representa um sucesso para Putin, o que reabilita sua imagem internacional, apesar do ostracismo ocidental e do mandado de prisão por crimes de guerra de Haia. De acordo com o jornal dos EUA, Putin pode, acima de tudo, mostrar líderes europeus, que se opõem decisivamente a qualquer abertura em sua direção, para poder se comparar a par com o inquilino da Casa Branca.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.