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Você não vai acreditar no motivo de esvaziarem um reservatório inteiro na Índia

Imagine perder o celular durante um selfie e, para resgatar, esvaziar milhões de litros de água de um reservatório inteiro. Pensa que é brincadeira? Pois essa história insólita aconteceu de verdade na Índia, virou notícia internacional e acendeu um debate sobre desperdício de recursos e abuso de poder.

Um celular, milhões de litros e três dias de bombeamento

O cenário desse drama foi o reservatório de Kherkatta, no estado de Chhattisgarh, Índia. O protagonista: Rajesh Vishwas, um funcionário público que provavelmente vai pensar duas vezes antes do próximo selfie. Enquanto tirava uma foto, Vishwas deixou seu celular Samsung escorregar das mãos e afundar no reservatório. O drama, claro, só estava começando.

No impulso de recuperar o precioso aparelho, Vishwas tomou uma decisão drástica: ordenou a drenagem do reservatório inteiro. Foram necessários três dias ininterruptos e o bombeamento de milhões de litros de água. Tudo isso para tentar encontrar o telefone.

O resgate frustrado e a reação do público

De início, Vishwas apelou para mergulhadores locais, mas ninguém conseguiu encontrar o celular. Sem desistir, ele contratou uma bomba a diesel para acelerar a busca, algo que ele mesmo confirmou. O argumento? O celular conteria supostamente dados governamentais sensíveis que precisariam ser recuperados a qualquer custo.

Quando finalmente o reservatório chegou ao fim, após três dias, encontraram o celular… que estava tão encharcado que não funcionava mais. Definitivamente, muitas pessoas diriam que isso é o clássico “sair no prejuízo”.

Autorização e polêmica: benefício aos agricultores?

Ciente das complicações, Rajesh Vishwas afirmou ter recebido autorização verbal de outro funcionário para drenar “um pouco de água para um canal próximo”, alegando que isso até beneficiaria agricultores da região. A lógica era simples: mais água no canal, mais benefício para o campo, pelo menos no papel.

No entanto, sua empreitada foi interrompida pela chegada de uma responsável do serviço de recursos hídricos, acionada após uma denúncia. Priyanka Shukla, representante do distrito de Kanker, declarou ao jornal The National: “Rajesh Vishwas foi suspenso até que uma investigação seja aberta. Água é um recurso essencial e não pode ser desperdiçada assim”.

Vishwas, tentando se defender das acusações de abuso de poder, alegou que a água retirada vinha da seção de transbordo da barragem e “não era utilizável”.

Crítica política e debate social

Obviamente, a atitude não passou em branco. Políticos do estado, como um vice-presidente do partido de oposição, reagiram publicamente. Em uma rede social, comentou que “enquanto as pessoas dependem de caminhões-pipa para obter água durante verões escaldantes, o funcionário esvaziou milhões de litros que poderiam ter irrigado 1.500 acres de terras”.

  • A suspensão de Vishwas gerou debate sobre desperdício e responsabilidade dos servidores públicos.
  • Muitos questionaram se a justificativa dos dados sensíveis era suficiente para tamanho impacto ambiental.
  • O episódio despertou críticas quanto ao uso da água, bem como dúvidas sobre as prioridades dos gestores públicos em momentos de necessidade coletiva.

Não faltaram opiniões: uns especularam que a ordem de drenar talvez tenha sido dada “na melhor das intenções”, outros viram puro desperdício e abuso de poder.

Conclusão: Quando um simples descuido vira escândalo hídrico, fica o recado: da próxima vez que for tirar um selfie arriscado, pense bem no local… ou pelo menos certifique-se de que seu celular esteja bem preso! Acima de tudo, episódio reforça a importância do uso responsável dos recursos naturais, principalmente em contextos em que tanta gente depende dessa água para a própria sobrevivência e produção rural. Afinal, selfies passam, mas a água… bem, essa faz muita falta.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.