A precursora no último sábado foi a procissão da associação “Non una di meno” que reuniu mais de 70 mil participantes desfilando da Piazza della Repubblica até San Giovanni
Existem numerosas iniciativas em Roma para o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. A precursora do último sábado foi a procissão da associação Non una di meno que reuniu mais de 70 mil participantes que marcharam da Piazza della Repubblica até San Giovanni. O principal evento institucional desta terça-feira é a sessão temática extraordinária da Assembleia Capitolina, marcada a partir das 14h00 na Aula Giulio Cesare do Campidoglio, e da qual participarão também estudantes do ensino secundário feminino e masculino. Primeiro, porém, está prevista uma cerimónia simbólica, acompanhada de uma placa, para mudar o nome da Piazza del Campidoglio, durante 24 horas e excepcionalmente será “Praça Chega de violência contra as mulheres”, conforme prevê uma moção promovida pelo presidente da Assembleia Capitolina Svetlana Celli. Ainda pela manhã, no Palazzo Senatorio, os jovens conhecerão o comediante e apresentador de televisão Gabriele Corsi, para um momento de discussão e reflexão sobre as questões da violência de género e no qual também participará o Conselheiro para a Igualdade de Oportunidades da Capital, Mônica Lucarelli.
Às 16h, em Trinità dei Monti, com vista para a Piazza di Spagna, o encontro é com o projeto Telefono Rosa que, juntamente com a produção Big Mama, organizou um espetáculo de 15 minutos com 103 bailarinos, tantos quantos as mulheres mortas em 2024. O espetáculo foi confiado à Companhia Nacional de Ballet e promete trazer a questão da violência de género diante dos olhos de todos. No entanto, no âmbito das iniciativas regionais, está previsto um momento de reflexão e discussão, com testemunhos femininos, a partir das 17h00 na Corsie Sistine de Santo Spirito em Sassia, enquanto das 8h00 às 12h00 na Piazza del Viminale será possível doar sangue graças ao banco de sangue administrado pelos alunos das escolas de polícia e bombeiros do Lácio. Por último, estão previstas diversas iniciativas territoriais nos bairros e municípios, com bancos e sapatos vermelhos, bem como com minutos de ruído que substituíram os de silêncio, após o apelo da família de Giulia Cecchettin para “fazer barulho”.