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Vietname: pelo menos 90 vítimas das inundações, uma dúzia ainda desaparecida

O primeiro-ministro vietnamita, Pham Minh Chinh, ordenou o fortalecimento imediato das operações de resposta e socorro

Pelo menos 90 pessoas morreram e uma dúzia estão desaparecidas na sequência das graves inundações que atingiram o centro do Vietname, informaram hoje, 23 de novembro, as autoridades locais. As chuvas torrenciais causaram apagões generalizados, graves danos às infraestruturas e a destruição de mais de mil casas. De acordo com o Departamento de Gestão de Barragens e Prevenção de Desastres Naturais, a província de Dak Lak, no planalto central, é a mais atingida, com 63 vítimas confirmadas. Outras mortes foram registadas nas províncias de Khanh Hoa – onde se situa a cidade costeira de Nha Trang – com 14 mortos, Lam Dong com cinco, Gia Lai com três, enquanto as cidades de Hue e Da Nang registaram duas vítimas cada. Outra morte foi registrada na província de Quang Tri.

As inundações danificaram 1.154 casas e interromperam numerosas artérias rodoviárias, com deslizamentos de terra e inundações que tornaram muitas áreas ainda inacessíveis. As autoridades informam que o apagão, no seu momento mais crítico, afetou aproximadamente 1,2 milhões de famílias; 257 mil utentes continuam sem energia eléctrica, com consequentes dificuldades nas comunicações. As perdas económicas preliminares ultrapassam os 341 milhões de dólares, equivalentes a aproximadamente 315 milhões de euros. O primeiro-ministro vietnamita, Pham Minh Chinhordenou o reforço imediato das operações de resposta e resgate. O governo atribuiu fundos de emergência de 700 mil milhões de dong vietnamitas – equivalentes a cerca de 26,6 milhões de dólares – para as províncias mais afetadas. As autoridades mobilizaram forças militares e policiais para apoiar a evacuação, assistência e restauração das operações de serviços essenciais. O governo também relatou a perda ou destruição de 3,24 milhões de animais e aves, agravando o impacto económico da catástrofe nas comunidades rurais já gravemente pressionadas.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.