“O dinheiro do contracheque é importante, mas a lógica é que queremos valorizar o trabalho do pessoal escolar, devolver autoridade aos professores”, disse o Ministro da Educação
O Ministro da Educação, Giuseppe Valditara, explica ao “Messaggero” qual é o sinal do novo contrato para o pessoal escolar: “Em primeiro lugar, uma premissa. Depois de 2009 e até 2018, não foram assinados novos contratos para o pessoal escolar e desta forma perderam-se o poder de compra e a competitividade dos salários. 63 para o pessoal da ATA. Nenhum contrato assinado pelos governos subsequentes até a nossa chegada”. “Primeiro garantimos a continuidade contratual – continua o ministro –, depois de três anos de discussões inúteis, assinando o acordo 2019-2021 já com o acordo de novembro de 2022, depois hoje o acordo 2022-2024 e criando as condições para o encerramento do contrato 2025/2027. Considerando ainda o contrato 2025/2027, «seriam 416 euros mensais brutos em média para os professores e mais de trezentos para os funcionários da ATA: 123 euros em média para o triénio 2019-2021, 150 para o hoje encerrado e 143 para 2025/2027».
Quanto ao contributo do Mim: “Em Novembro de 2022 fechamos o acordo económico graças à passagem de 300 milhões de euros do financiamento do projecto para o contrato, convencendo todos os sindicatos. Hoje, graças à dotação de 240 milhões, provenientes de poupanças feitas pelo Ministério, ao pagamento único para professores e funcionários da ATA”. Há mais: “Enquanto isso, os atrasados: 1.948 euros para os professores, 1.427 para o pessoal da Ata. Se fecharmos também o contrato 25/27, estamos prontos para adiantar o pagamento dos anos 2025-2026, cerca de 2.500 euros para os professores e 1.800 para o pessoal da Ata. Taxa de Irpef de 35 a 33 por cento que traz até 140 euros líquidos a mais por ano – continua Valditara – vale mais 850 euros líquidos por ano para a maioria dos professores. O seguro de saúde gratuito, que eu desejava fortemente, leva a possíveis reembolsos de até 2/3 mil euros”. Depois há o seguro contra acidentes de trabalho, que “era pago anteriormente pelos colaboradores. E descontos em comboios, aviões, hipotecas, contas bancárias, que também estamos a disponibilizar para compras de alimentos, vestuário e eletrodomésticos”.
O dinheiro no contracheque é importante, mas a justificativa é que “queremos valorizar o trabalho do pessoal escolar, devolver autoridade aos professores, e não apenas do ponto de vista económico, por isso hoje demos mais um passo em frente”. Em suma, tornar atraente ser professor: “Restaurar o prestígio, também com as demais ações implementadas: voto de conduta, defesa do Ministério Público em caso de agressões, prisão flagrante e quase flagrante de pais que agridem professores, sanções civis e reforço de penas para quem ofende os funcionários da escola, proibição do uso de celular nas aulas. Iniciativas que – conclui Valditara – vão na mesma direção: devolver a centralidade à escola e a quem nela trabalha”.