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Um objeto desconhecido da Via Láctea envia sinais misteriosos para a Terra

Existe coisa mais empolgante do que ver cientistas coçando a cabeça diante de um mistério cósmico? Imagine só: um objeto desconhecido, escondido em plena Via Láctea, envia sinais regulares para a Terra – digno do início de um roteiro hollywoodiano! Será que alguém vai responder? Antes de pegar o telescópio ou entrar em pânico certo ao estilo filme de ficção científica, vamos entender o que está se passando nos céus galácticos do nosso bairro cósmico.

Um sinal surpresinha a cada 18,18 minutos

A ciência adora certezas, mas adora ainda mais as incertezas que deixam toda a comunidade científica em polvorosa. Segundo informações detalhadas pelo site New Atlas, o fenômeno foi identificado por uma equipe da Universidade Curtin, em Perth (Austrália), graças ao gigante radiotelescópio de baixa frequência Murchison Widefield Array (MWA), também situado em solo australiano. A equipe desse radiotelescópio vive de olho no céu, fuçando sinais do passado mais distante do universo, mas parece que algo resolveu dar as caras bem mais perto do que esperavam.

Como numa dessas histórias onde o acaso se faz protagonista, o estudante Tyrone O’Doherty tropeçou – sem querer querendo – em um sinal fortíssimo enquanto buscava objetos de passagem pela Via Láctea. Esse sinal, pasmem, não correspondia a absolutamente nenhum objeto já conhecido pela ciência. A investigação da equipe não demorou muito: ao vasculhar toneladas de dados antigos do radiotelescópio sobre a mesma região, perceberam que o fenômeno era recorrente. Sempre que ativo, o misterioso objeto envia à Terra o mesmo sinal, separando cada transmissão por exatos e precisos 18,18 minutos.

O mistério fica cada vez mais estranho

Natasha Hurley-Walker, astrônoma da Universidade Curtin e líder da descoberta, narrou o susto: “Esse objeto aparecia e desaparecia em questão de horas durante as nossas observações. Era completamente inesperado. Um pouco assustador até para um astrônomo, pois nenhum astro conhecido se comporta assim. E o melhor – ou mais assustador ainda? – está relativamente próximo, a uns 4.000 anos-luz daqui. Ou seja, dentro do nosso quintal galáctico.”

A história ganha mais camadas dignas de suspense quando se observa o comportamento do tal objeto. Ele “acordou” em janeiro de 2018, lançou seus sinais regularmente naquele mês, apagou-se no mês seguinte e, em março, voltou a emitir os sinais a cada 18,18 minutos. O bizarro? Nada, nadinha, havia sido registrado nos cinco anos anteriores. Desde então, silêncio total.

Pulsar? Magnetar? Ou algo nunca visto?

As suposições da equipe são, para dizer o mínimo, fascinantes. O objeto parece apresentar rotação e campo magnético, características emblemáticas de pulsares e magnetares. Mas, atenção: se for mesmo um deles, traz propriedades completamente fora do padrão. Nunca se viu algo do tipo girar tão devagar. Os cálculos não batem: “Ao fazer todas as contas, sabemos que esses objetos não deveriam ter energia suficiente para emitir esse tipo de sinal de rádio a cada 20 minutos”, explicou Natasha Hurley-Walker. Dúvidas? As descobertas foram publicadas na Nature e dissecadas em vídeo pela equipe, para quem quiser conferir.

Entre as hipóteses levantadas está a existência de um “magnetar de período ultra-longo”, ou seja, uma estrela de rotação longuíssima que só existia na teoria e jamais havia sido vista de fato na natureza. Tais astros poderiam até mesmo ser os responsáveis por fenômenos ainda mais misteriosos, como os surtos rápidos de rádio que a ciência tenta entender há tempos.

E se acordar de novo? Missão de olhos grudados no céu!

Por enquanto, não importa qual seja a criatura celeste por trás desse sinal: ou torcemos para que “ela” acorde novamente para podermos observá-la mais de perto, ou cruzamos os dedos para que outros cantos do universo revelem seus próprios mistérios.

  • Se o objeto se manifestar de novo, novas pistas podem vir à tona.
  • Se outros fenômenos semelhantes aparecerem, a lista de perguntas só aumentará.

E, sejamos sinceros, sempre há a esperança (ou o delírio?) de estarmos diante dos primeiros sinais de uma vida extraterrestre inteligente, daquelas bem próximas, já quase na porta para nos fazer uma visita inusitada. Sonhar não paga imposto e, se depender desse enigma, material para isso é o que não falta!

A lição? O universo continua cheio de enigmas, e cabe a nós, terráqueos curiosos, olhar para o céu – de olhos bem abertos e o ouvido atento para o próximo sinal misterioso!

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.