Fontes do partido presidencial Servo do Povo e membros da oposição apelam ao chefe de Estado para que tome medidas, enquanto uma cimeira política está marcada para amanhã em Kiev para resolver a crise.
O presidente ucraniano Volodimir Zelensky ele está sob pressão após pedidos de vários setores para demitir seu principal colaborador Andriy Yermakchefe do Gabinete Presidencial, na sequência de um grande escândalo de corrupção no setor energético envolvendo a empresa nuclear estatal Energoatom. De acordo com a edição europeia do “Politico”, fontes do partido presidencial Servo do Povo e membros da oposição estão a apelar ao chefe de Estado para que tome medidas, enquanto está marcada para amanhã uma cimeira política em Kiev para enfrentar a crise. A investigação diz respeito a supostas propinas em contratos da Energoatom no valor de aproximadamente US$ 100 milhões. Alguns opositores políticos acreditam que Yermak ou um dos seus associados próximos pode estar envolvido, referindo-se a intercepções nas quais aparece uma pessoa referida como “Ali Baba”. A Agência Ucraniana Anticorrupção (Nabu) não confirmou nem negou o envolvimento de Yermak, que se declarou alheio aos factos.
O caso corre o risco de prejudicar a credibilidade internacional de Kiev, mesmo quando Zelensky procura nova ajuda financeira dos aliados ocidentais e promove medidas para reforçar a transparência e a governação. O ex-presidente Petro Poroshenko começou a recolher assinaturas pedindo a destituição do governo, qualificando a situação de “a mais grave crise política interna desde o início da invasão russa”. De acordo com duas fontes, Zelensky confirmou a sua intenção de manter Yermak no seu posto, mas poderá proceder a uma remodelação e nomeações de figuras da oposição. O próprio chefe de Estado anunciou “decisões rápidas baseadas nos princípios que o nosso Estado necessita”, sem mais detalhes.