As razões da decisão do Tribunal de Contas sobre a ponte sobre o Estreito serão cuidadosamente estudadas pelo governo, afirma o Palazzo Chigi
A Secção Central do controlo de legitimidade dos atos do governo e das administrações estatais do Tribunal de Contas decidiu na resolução de hoje “recusar a aprovação” da Comissão Interministerial de Planeamento Económico e Desenvolvimento Sustentável (Cipess) de 6 de agosto de 2025 e “o consequente registo da prestação” relativa ao projeto definitivo da Ponte sobre o Estreito de Messina. Entre os motivos, também a violação das Diretivas Europeias de Habitats e Aquisições.
As razões da decisão do Tribunal de Contas sobre a ponte sobre o Estreito serão objecto de um estudo atento por parte do governo, em particular das administrações envolvidas, que se comprometeram desde logo a verificar os aspectos ainda duvidosos. Isto foi relatado em uma nota do Palazzo Chigi. “O governo está convencido de que se trata de perfis com ampla margem de esclarecimento perante o próprio Tribunal, numa discussão que se pretende construtiva e que visa garantir à Itália uma infraestrutura estratégica aguardada há décadas”, conclui a nota.
O Ministério das Infraestruturas e dos Transportes “toma nota da fundamentação apresentada pelo Tribunal de Contas sobre o projeto da ponte do Estreito”. O ministério anunciou isso em nota. “O processo de criação da ligação entre a Calábria e a Sicília continua, também à luz da colaboração positiva com a Comissão Europeia. Técnicos e juristas já estão a trabalhar para ultrapassar todas as questões e finalmente dar à Itália uma ponte única no mundo em termos de segurança, sustentabilidade, modernidade e utilidade”, conclui a nota.