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Tajani: “Decidimos reduzir o pessoal das nossas embaixadas em Bagdá e Beirute”

“Não temos confirmação do ataque dos Emirados Árabes Unidos ao Irão: a nossa embaixada teve respostas negativas a esse respeito”

A situação no Médio Oriente continua “muito preocupante” e hoje decidimos reduzir o pessoal nas nossas embaixadas em Bagdad e Beirute. O anúncio foi feito pelo Ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajanidurante um ponto de imprensa na Farnesina. “Apenas o pessoal essencial permanecerá”, acrescentou.

“Não temos qualquer confirmação do ataque dos Emirados Árabes Unidos ao Irão: a nossa embaixada tem tido respostas negativas a este respeito”, declarou o chefe da Farnesina. “A situação já é complicada por si só, por enquanto nenhum dos países atacados reagiu”, acrescentou Tajani, informando que telefonou para o diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, que “me confirmou que o Irão continuou a trabalhar no enriquecimento de urânio. Falei também com o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio (Badr Abdelaty), a quem reiterei o apoio da Itália a todas as iniciativas diplomáticas que possam levar a uma desescalada. concluído o mais breve possível”, acrescentou o ministro, reiterando a necessidade de trabalhar em conjunto com os países europeus. “A Europa deve agir em conjunto para se proteger dos riscos”, afirmou, lembrando que a Itália já enviou a fragata Martinengo para Chipre, tal como tem sido feito por outros países da União Europeia.

Para Tajani, o número de pedidos de cidadãos italianos que pretendem regressar “diminuiu drasticamente”, dado que grande parte dos turistas partiu e mesmo quem quer partir entre os residentes quer agora esperar pela retoma dos voos. “A emergência não acabou, mas certamente está chegando ao fim. Ainda há milhares de italianos nas Maldivas, mas os voos estão aumentando.

“Até à data, cerca de 25 mil italianos regressaram” da região do Médio Oriente, disse o ministro. “Entre ontem à noite e hoje mais 5.000 regressaram ou estão a voar para regressar das diferentes partes onde estavam concentrados, não só dos Emirados, não só da Arábia Saudita, não só de Omã, mas também de Israel, também das Maldivas, da Tailândia, também do Camboja, do Sri Lanka, portanto há um aumento nas saídas”, explicou Tajani. “Dois comboios saíram de Israel, um de Jerusalém e outro de Tel Aviv. Portanto, há uma situação de tensão muito amenizada, ainda menos pedidos chegam às nossas embaixadas, aos nossos consulados e aqui na Task Force do Golfo. Eu diria que há uma melhoria importante em relação a ontem e anteontem no que diz respeito aos nossos concidadãos”, continuou o ministro. “Ainda resta um número significativo nas Maldivas, mas devo dizer que o trabalho do nosso consulado e embaixada em Colombo é muito eficiente, tanto que chegam também agradecimentos de cidadãos de outros países que também reconhecem a eficácia e eficiência do nosso cônsul honorário e dos demais funcionários que enviamos para fortalecer o seu trabalho porque obtiveram resultados que outros países não conseguiram obter”, explicou o responsável da Farnesina, agradecendo mais uma vez aos funcionários do ministério o trabalho realizado nos últimos dias.

Tajani disse não estar optimista quanto a uma conclusão rápida do conflito: “O Irão continua a lançar drones e mísseis e mostra que não há vontade de aliviar o conflito, mas ao fazê-lo isola-se cada vez mais do mundo muçulmano e árabe. “Devemos garantir que haja uma desescalada e que os ataques contra a população civil sejam evitados tanto quanto possível. Trabalhamos para que o diálogo prevaleça. Também apoiamos as iniciativas do Egipto”, disse o ministro, descrevendo também a situação no Líbano como “muito complicada”.

“Falei longamente” esta manhã com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi“que me confirmou que o Irão continuava a trabalhar para a criação de armas atómicas”, disse Tajani. “Todo o urânio enriquecido que existia antes do ataque de há alguns meses ainda está lá. Não há sensores da Agência das Nações Unidas, mas a situação continua muito preocupante para ele também”, explicou o ministro.

Tajani fez saber que também conversou com o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio” Badr Abdelatty dado que “hoje se realiza mais uma reunião importante da Liga Árabe, para abordar a situação” em curso no Médio Oriente e “reiteirei o apoio italiano a todas as iniciativas diplomáticas que possam levar a um alívio da tensão, a uma desescalada, a uma aceleração, digamos, do tempo necessário para a conclusão da guerra”. “Esperamos que (a guerra) possa ser concluída o mais rapidamente possível, mesmo que não me pareça que algum dos países envolvidos tenha a intenção de a concluir muito rapidamente”, concluiu.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.