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Tailândia: eles discutem pelo smartphone, um garoto de treze anos confessa ter matado sua irmã de sete anos

O corpo de Noong Agnoon foi encontrado em uma plantação de seringueiras a cerca de 600 metros da casa: a causa da morte foi insuficiência respiratória e circulatória

Uma jovem tailandesa de 13 anos confessou ter matado a irmã de sete anos durante uma discussão por causa de um brinquedo e um smartphone, num caso que atraiu grande atenção online devido à pouca idade dos envolvidos. Isto foi relatado pelo “South China Morning Post”.

A polícia foi chamada no passado dia 30 de maio a uma aldeia do distrito de Sangkhla Buri, na província de Kanchanaburi, após o desaparecimento da menina. Nong Agnoon: o corpo foi encontrado três dias depois em um seringal a cerca de 600 metros da casa. A autópsia determinou que a causa da morte foi insuficiência respiratória e circulatória. Durante a investigação, mais de 40 pessoas foram interrogadas, incluindo três monges budistas, e mais de 25 amostras de ADN foram recolhidas. No sábado, a polícia anunciou a prisão de sua irmã de 13 anos, Kanda, e de seu tio de 17 anos, Pae. Segundo a confissão de Kanda, os dois colocaram um saco de fertilizante na cabeça da menina e fingiram estrangulá-la, até que a menina parou de se mover. O corpo foi escondido num guarda-roupa e posteriormente transportado num triciclo até à plantação, onde as impressões digitais presentes no veículo permitiram localizar os dois suspeitos. Ambos estão em uma instituição juvenil aguardando novas investigações. No entanto, os familiares da vítima manifestaram dúvidas sobre a reconstrução: a mãe lembrou que Kanda inicialmente negou qualquer envolvimento, enquanto o pai declarou nunca ter visto as duas irmãs discutirem. O caso reacendeu o debate sobre a segurança online de menores: a Malásia proibiu recentemente o acesso de crianças menores de 16 anos às redes sociais, enquanto a Tailândia está a considerar uma medida semelhante.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.