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Sudão: O papel das milícias islâmicas no conflito preocupa os países árabes hostis aos irmãos muçulmanos

Após o início da Guerra Civil, em abril de 2023, o exército regular sudanese voltou -se para a população civil para participar da luta armada contra o RSF

O batalhão receberia apoio técnico da Turquia – que oferece financiamento e proteção mais ou menos explícitas à Irmandade Muçulmana – e do Irã, países conhecidos por apoiar grupos islâmicos na região, como o movimento palestino Hamas na faixa de Gaza. Ancara está entre os principais exportadores dos drones mais recentes da geração, enquanto Teerã é conhecido pela produção de drones suicídicos xadrez, amplamente utilizados pela Rússia na guerra na Ucrânia. De acordo com o jornal sudanês “Al Rakoba”, o batalhão de Baraa Bin Malik recebe em particular do corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (IRGC, conhecida como Pasdaran), um treinamento focado no uso de drones. A Associação Independente da Organização dos Advogados de Emergência (ELO) acusou o grupo islâmico de “atentados indiscriminados” na área de Darfur, na parte ocidental do Sudão, precisamente através de drones. Ahmed Hamdanum jornalista especialista para os negócios dos grupos islâmicos, ele sublinhou em “raseef22” que as forças de Al Baraa bin Malik hoje têm armas “fora do sistema reconhecido” e o exército regular sudaneso “não tem controle sobre o escopo e a qualidade” desses armamentos.

A mídia sudanesa relata que o batalhão para Baraa bin Malik representa a “ponta de diamante” dos ataques contra o RSF e estaria cometendo inúmeras violações de tortura, detenção ilegal e execuções extrajudiciais. De acordo com “Sudão Tribune”, os islâmicos criaram pontos de verificação e criaram centros de detenção em diferentes bairros do Cartum da capital sudanesa. Os membros do batalhão são acusados ​​em particular de ter adotado, aproveitando o vazio de poder e controle, uma linha dura contra aqueles que teriam colaborado com o RSF nas áreas recuperadas pelo exército regular. A Organização de Advogados de Emergência documentou casos de violações equivalentes a crimes de guerra contra a humanidade em Halfaya e Cartum. Alguns vídeos mostrariam o assassinato de pessoas com supostos laços com os RSFs em salas dedicadas à preparação de alimentos para pessoas deslocadas.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.