Segundo a versão militar, as tropas identificaram “vários suspeitos” no interior de edifícios situados a oeste da Linha Amarela e abriram fogo “imediatamente após a identificação”, acrescentando que o incidente está a ser verificado
Pelo menos seis palestinos foram mortos e vários outros ficaram feridos num ataque israelense hoje no bairro de Al Tuffah, a leste da cidade de Gaza. O exército israelense confirmou ser responsável pela ação, dizendo que seus soldados abriram fogo contra “indivíduos suspeitos” e dizendo que “lamenta qualquer dano a civis não envolvidos”. Numa breve nota, as Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que o episódio ocorreu “durante atividade operacional na área da chamada Linha Amarela, no norte da Faixa de Gaza”. Segundo a versão militar, as tropas identificaram “vários suspeitos” no interior de edifícios situados a oeste da linha e abriram fogo “imediatamente após a identificação”, acrescentando que o incidente está a ser verificado. As IDF reconheceram a existência de vítimas civis, afirmando que “os danos foram causados a pessoas não envolvidas” e reiterando que o exército “trabalha, na medida do possível, para minimizar os danos aos civis”.
Fontes locais palestinianas, citadas pela estação de televisão catariana “Al Jazeera”, relataram que o ataque atingiu uma escola usada como centro de acolhimento para deslocados no bairro de al-Tuffah. Segundo estas fontes, projéteis de artilharia atingiram o segundo andar do edifício enquanto no seu interior se encontravam famílias deslocadas reunidas para celebrar um casamento. As mesmas fontes falam de pelo menos seis vítimas e numerosos feridos, alguns deles crianças. A agência de proteção civil de Gaza, controlada pelo movimento islâmico palestino Hamas, confirmou a recuperação dos corpos e a transferência dos feridos para os hospitais da cidade, especificando que as operações de resgate foram retardadas pelas dificuldades de acesso à área. O ataque faz parte de uma série de incidentes que, segundo as autoridades de Gaza, representam violações do acordo de cessar-fogo que entrou em vigor em Outubro passado.