Muitos compatriotas que trabalham em Portugal terão uma surpresa agradável ao verificar o cupom deste mês: o salário líquido será significativamente maior. Esse é o efeito sobre o salário das novas tabelas de retenção na fonte do IRS (imposto de renda das pessoas naturais), que permanecerá em vigor excepcionalmente nos meses de agosto e setembro. Uma medida projetada pelo governo para compensar os contribuintes, mas que requer um planejamento financeiro cuidadoso. Vamos ver o que é.
O aumento do salário de agosto e setembro com as novas mesas do IRS
A principal novidade é que os salários líquidos de agosto e setembro se beneficiarão de uma redução significativa nos impostos retidos na fonte. Essa medida é o resultado de um plano do governo destinado a reduzir as receitas tributárias do IRS de 500 milhões de euros no ano atual. Como a redução deveria ter sido aplicada desde janeiro, mas os contribuintes continuaram pagando de acordo com as taxas antigas (mais altas), o governo decidiu “devolver” o valor excessivo, concentrando -o nesses dois meses.
O impacto mais óbvio será a menor renda. De fato, Receita bruta de até 1.136 euros não sofrerá nenhuma dedução do IRS durante esse período. Até muitos aposentados e funcionários do setor público já conseguiram ver o aumento recebendo o crédito em agosto.
Exemplos práticos: como o salário de agosto e setembro muda com a redução do IRS
Para entender melhor o efeito dessa medida, analisamos alguns cenários. De acordo com simulações, um trabalhador único e sem filhos com uma renda bruta de 1.500 eurosque em julho recebeu uma rede de 1.150 euros, em agosto e setembro ele verá seu salário subir até 1.330 euroscom um aumento mensal de aproximadamente 180 euros.
Countada de Reade Algarve, a especialista em impostos Maria Costa forneceu outro exemplo esclarecedor: um trabalhador com um salário de 1.140 euros, que normalmente teria uma dedução mensal de cerca de 3 euros, não pagará impostos nesses dois meses. O governo, em vez de devolver os 43 euros de impostos retenativos anuais, em “antecipar” cerca de 180 para compensar pagamentos em excesso dos meses anteriores.
Cuidado com o “efeito bumerangue”: o ajuste do próximo ano
Se, por um lado, o aumento do salário é uma notícia positiva, é essencial entender que é um benefício temporário com consequências futuras. A partir de outubro, as tabelas retidas serão contratadas e o aumento líquido estará muito mais contido. Retomando o exemplo do trabalhador de 1.500 euros, a partir de outubro, o salário líquido será de 1.154 euros, apenas 5 euros a mais do que antes do verão.
A conta real, no entanto, chegará em abril de 2026, no momento da apresentação da declaração de impostos (LiquidAção do IRS). Tendo pago menos imposto durante o ano, O reembolso será menor do que o esperado ou, em alguns casos, pode ser transformado em um valor a ser pago. O trabalhador do exemplo, que antes que ele pudesse esperar um reembolso de 91 euros, terá que pagar 127 euros. Portanto, é aconselhável não considerar esse aumento de verão como um extra permanente, mas como um avanço que afetará o ajuste final. O conselho é deixar de lado uma parte dessa liquidez extra em antecipação de futuros prazos fiscais.
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