Segundo o vice-ministro das Infraestruturas, podem partir do território egípcio novos corredores que sejam úteis para promover uma maior integração entre o tecido económico europeu, africano e do Médio Oriente
Como prova do papel central do sector dos transportes e logística, Rixi sublinhou que a Itália está a investir cerca de 200 mil milhões de euros em novas infra-estruturas ferroviárias para aumentar a capacidade da rede e fortalecer as ligações com a Europa. As intervenções dizem respeito às novas linhas de alta capacidade, “os túneis de base do Brenner e Torino-Lyon, bem como às ligações portuárias como a Terceira Passagem para Génova”. O vice-ministro definiu ainda a construção da Ponte do Estreito como estratégica “para criar uma rede de infraestruturas capaz de fazer passar uma enorme quantidade de bens e mercadorias entre a Europa e África”. O objectivo, especificou, é uma rede capaz de apoiar os crescentes fluxos comerciais entre os dois continentes. O Egipto, reiterou Rixi, “está a ir na mesma direcção”, favorecendo a complementaridade dos sistemas logísticos dos dois países.
Rixi comentou então a recente assinatura da Itália – através da Todini General Constructions – para a construção do sublote 4.3 da rodovia costeira da Líbia Emsaad-Ras Jedir, conhecida como a “rodovia da paz”, chamando-a de “um passo absolutamente positivo”. O vice-ministro lembrou que o projeto “deriva da época de Berlusconi” e do capítulo sobre “danos de guerra de há cem anos”. Rixi desejou que a nova fase do projecto nos permita “começar a ver resultados concretos”, observando que seria “bom ligar todo o Norte de África com um sistema ferroviário e rodoviário” capaz de unir “o Egipto praticamente até Marrocos”. Segundo Rixi, uma infra-estrutura contínua ao longo da costa sul do Mediterrâneo ajudaria a criar “um sistema de transportes integrado”, mas requer condições políticas adequadas. “Precisamos de estabilidade nos países e precisamos de aumentar o rendimento per capita das populações envolvidas, de modo a permitir que os governos realizem grandes projectos”, afirmou o vice-ministro, destacando como uma maior cooperação em infra-estruturas e logística pode contribuir para “aumentar a capacidade de diálogo entre as nações ribeirinhas” do Mediterrâneo.
Por ocasião da missão ao Cairo, Rixi foi protagonista de uma discussão pública com os ministros dos transportes do Egipto, Arábia Saudita, Qatar, Turquia, Grécia e África do Sul, dedicada ao futuro da conectividade e cooperação entre as áreas do Mediterrâneo, do Golfo e de África. O objetivo comum, especificado pelo Ministério das Infraestruturas e Transportes em comunicado, é fortalecer as ligações entre as regiões, promovendo um crescimento equilibrado e sustentável baseado em infraestruturas modernas e interligadas. No final da mesa redonda o vice-ministro reuniu-se bilateralmente com o ministro egípcio dos Transportes Kamel el Wazircom o qual confirmou o desejo de consolidar a colaboração entre a Itália e o Egito nos setores de infraestrutura, logística e transporte marítimo. Rixi, por ocasião do fórum TransMea, também falou na mesa redonda sobre “Portos secos e zonas logísticas em Itália”, reiterando a centralidade da Itália na conectividade mediterrânica. O vice-ministro lembrou o plano de infraestruturas no valor de mais de 200 mil milhões de euros promovido pelo governo, com investimentos nos principais corredores transeuropeus de transporte Ten-T e nos portos nacionais, incluindo o novo quebra-mar de Génova, símbolo de uma estratégia que visa reforçar o papel de Itália como hub estratégico entre a Europa, África e o Médio Oriente.