Graham acusou o Governo de seguir uma agenda “sem leme” e de representar uma forma de “austeridade suave”, alertando que, ao fazê-lo, o Partido Trabalhista corre o risco de “semear as sementes da sua própria destruição”.
A substituição do primeiro-ministro britânico Keir Starmer liderar o Partido Trabalhista é “inevitável”. Ele afirmou isso Sharon Grahamsecretário-geral do sindicato britânico Unite, principal financiador da força política, num discurso no jornal “The Times”.
Graham acusou o Governo de promover uma agenda “sem leme” e de representar uma forma de “austeridade suave”, alertando que, ao fazê-lo, o Partido Trabalhista corre o risco de “semear as sementes da sua própria destruição”. Segundo a líder sindical, uma simples mudança de liderança não seria suficiente se as políticas permanecessem inalteradas: “Um novo líder com as mesmas políticas não funcionará”, disse ela.
O secretário do Unite apelou a uma maior utilização da dívida para financiar o investimento, à introdução de um imposto sobre a riqueza, ao abandono das políticas de neutralidade climática (net zero) e à utilização de gastos com defesa para comprar armas produzidas no Reino Unido.
Graham também alertou que o Unite não apoiaria automaticamente um sucessor de Starmer se ele propusesse “mais da mesma coisa com uma voz diferente”. Segundo o “The Times”, as suas declarações marcam uma nova deterioração das relações entre o Unite e o Trabalhismo, levantando o espectro de uma possível ruptura formal já no próximo ano.