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Regionais na Campânia, para centro-direita “o jogo está aberto”. Meloni: “Pode se tornar a locomotiva do Sul”

O primeiro-ministro discursou na manifestação por Edmondo Cirielli, candidato presidencial

A Campânia não é um problema a resolver, mas uma terra a celebrar: a sua grandeza deve ser reconquistada em conjunto. Uma Região onde todos os compromissos foram cumpridos pelo governo, a partir do dossiê Bagnoli e onde o Estado voltou a ser Estado, colocando o rosto em escolhas ou desafios difíceis, como fez com Caivano. A Campânia pode tornar-se a locomotiva do Sul. Com estas palavras o Primeiro-Ministro, Giorgia Melonifalou no palco do Palapartenope, em Nápoles, em apoio ao candidato de centro-direita à presidência da região da Campânia, Edmundo Ciriellitendo em vista as eleições de 23 e 24 de Novembro. Tendo chegado à capital da Campânia com uma equipa definida como “unida”, uma comunidade “humana e política” de pessoas que “estão juntas por escolha” e dispostas a apoiar Cirielli porque é uma “pessoa coerente”, como tem sido a política que o executivo tem “demonstrado” nestes três anos, o primeiro-ministro foi recebido por longos aplausos e pelo coro de “Giorgia, Giorgia”.

Meloni encerrou a manifestação de apoio a Cirielli colocando a preto e branco os resultados do governo da Campânia, porque se o Estado avançar “com coragem e determinação as coisas podem mudar”, sublinhou. E também porque, observou o chefe do executivo a propósito do decreto Caivano, “impossível é uma palavra muito usada pelos covardes. Foi possível, e de facto estamos a conseguir”. O primeiro-ministro garantiu então que a Camorra não poderá “destruir” gerações e “usar as crianças para fazerem as suas coisas sujas”, porque a segurança “não é um capricho, fizemos regras de bom senso”. E por falar em bom senso Meloni atacou o candidato de centro-esquerda Roberto Ficoacusando-o de incoerência a nível político, já que definiu o Partido Democrata como “o problema número um do país: mas hoje não tem problemas em formar uma aliança para ser presidente da Região”, relatou Meloni.

Tons controversos também em relação ao presidente cessante da Região, Vicente De Lucaque segundo o primeiro-ministro faz “um jogo de fachada”, porque mente sobre os cuidados de saúde e não admite que a Campânia continue a ter atrasos “muito superiores à média nacional com listas de espera muito longas”; em vez disso, uma política que respeite os cidadãos “não zomba deles”, destacou Meloni. E, novamente, se Fico “está pronto para perpetuar o modelo De Luca, por que o Movimento Cinco Estrelas o descreveu durante anos como um sistema de clientelismo que sufocou pessoas boas na Campânia? Eles estavam mentindo antes ou decidiram que no final era melhor fazer parte desse sistema em vez de combatê-lo?”, acrescentou, citando a comédia napolitana como “muito mais nobre do que o que estamos vendo aqui”. Meloni reiterou que o governo “permanecerá em funções até ao final da legislatura e pedirá para ser julgado pelo trabalho global que realizou”. E em qualquer caso, mesmo que os governos “aprovem”, as leis, “especialmente as constitucionais”, permanecem e impactam a vida dos cidadãos. Portanto, “se pensam que a justiça em Itália pode melhorar, então o meu conselho é que votem sim e confirmem esta reforma”, disse o Primeiro-Ministro.

Na Campânia, a vitória “está ao nosso alcance”, observou no mesmo palco o vice-primeiro-ministro, ministro dos Negócios Estrangeiros e secretário nacional da Forza Italia, Antonio Tajani. “Se não vencermos, a responsabilidade será acima de tudo nossa. Lutaremos até ao último minuto porque a Campânia pode finalmente tornar-se uma região governada pelo centro-direita depois de tantos anos”, continuou Tajani. Também para o vice-primeiro-ministro, ministro das Infraestruturas e Transportes e líder da Liga, Matteo Salvinina Campânia “o jogo está aberto e pode ser ganho”, nestes dez dias “cada um de vocês está se colocando em risco pelos próximos dez anos”. Não só isso, a vitória e a derrota, para Salvini, são decididas por aqueles 50 por cento da Campânia que, se votassem hoje, “ficariam em casa”, mas aqueles que ficam em casa “são como se votassem no Fico, são cúmplices do Movimento Cinco Estrelas e digo isto com respeito por quem não vota”, especificou o secretário da Liga do Norte.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.