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Quanto tempo você precisa se exercitar para anular um dia sentado?

Se você passou o dia inteiro confinado à cadeira — seja por causa do trabalho ou daquela maratona de séries nada saudável — talvez esteja se perguntando: existe salvação para tanto tempo sentado? Pois bem, a ciência tem notícias fresquinhas (e menos deprimentes do que parece) sobre quanto exercício precisamos para equilibrar as coisas.

O perigo silencioso de ficar sentado (e quanto esforço pesa na balança)

Sabemos, claro, que passar horas e horas sentado não faz nada bem à saúde, mas a dúvida real é: quanto exercício é necessário para anular os efeitos negativos dessas longas jornadas sem levantar da cadeira?

Segundo pesquisas recentes, a resposta gira em torno de até 40 minutos diários de “atividade física de intensidade moderada a vigorosa” para compensar dez horas de imobilidade. E não precisa chorar se esse número parece grande: qualquer movimento já ajuda em algum grau, inclusive levantar-se de vez em quando. Então, cada passo (até aquele tropeçado no tapete) conta!

Os 30–40 minutos que podem mudar tudo

Os pesquisadores esclareceram: para pessoas ativas que fazem cerca de 30 a 40 minutos de atividade física intensa ou moderada por dia, o risco de morte precoce ligado ao tempo sedentário elevado não é significativamente diferente daquele de quem passa pouco tempo sentado. Ou seja, incluir no cotidiano atividades com intensidade intermediária — como andar rápido, pedalar ou até cuidar do jardim (sim, contar flores também serve!) — pode reduzir seu risco de morte precoce ao nível de quem não fica tanto parado, conforme os dados de milhares de participantes.

E tem mais: diferente de outros estudos que se baseiam em relatos que às vezes são… digamos… otimistas demais, este trabalho usou dados de dispositivos vestíveis, conhecidos como “wearables”, o que garante um retrato mais fiel da rotina de cada um. Isso aumenta o peso das conclusões.

Guias internacionais e soluções simples no dia a dia

Esse estudo foi lançado junto com as Diretrizes Globais de Atividade Física da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2020, criadas por 40 cientistas de seis continentes diferentes. O British Journal of Sports Medicine (BHSM) também aproveitou o embalo para publicar uma edição especial trazendo tanto o estudo quanto as novas recomendações.

Segundo Emmanuel Stamatakis, pesquisador da Universidade de Sydney, “toda atividade física conta e qualquer quantidade já é melhor do que nada”. As diretrizes da OMS sugerem, de modo geral:

  • 150 a 300 minutos de atividade física de intensidade moderada por semana
  • ou 75 a 150 minutos de atividade física de intensidade vigorosa semanalmente

para combater os efeitos do comportamento sedentário.

Não precisa virar atleta do dia para a noite! Pequenas escolhas já fazem diferença:

  • Subir escadas em vez de pegar elevador
  • Brincar com crianças ou animais de estimação
  • Participar de aulas de dança ou yoga
  • Fazer tarefas domésticas mais animadas
  • Caminhar ou pedalar sempre que possível

Se não dá para encarar os 30–40 minutos direto, comece aos poucos. O importante é mexer-se, mesmo que seja em doses homeopáticas!

O que ainda falta saber (e por que não desanimar?)

Indicações para todos os tipos de corpos e idades não são simples, mas os 40 minutos diários já são uma meta alinhada com estudos anteriores. À medida que novas informações forem publicadas, aprenderemos cada vez mais sobre como manter a saúde, mesmo se estivermos presos na cadeira do escritório.

Aliás, ainda nem sabemos ao certo qual é o limite exato entre “diminuir” e “exagerar” no tempo sentado. Essa é uma área que avança rápido na ciência. Então fique tranquilo: daqui a alguns anos teremos respostas ainda mais precisas (e mais desculpas para fugir da cadeira!).

Resumindo: mexa-se sempre que der, troque o elevador pela escada e lembre que cada movimento pode ser seu passaporte para uma vida mais longa. Seu sofá pode esperar um pouco — seu corpo agradece!

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.