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Preocupação aumenta: por que novos formados em programação não conseguem emprego?

Não era ficção científica: a tempestade chegou de verdade para quem sonhava com emprego em programação! Com empresas de tecnologia demitindo em massa e até os estudantes nota 10 enfrentando portas fechadas, o futuro parece meio Black Mirror para quem acabou de pegar o diploma. Mas por que o cenário ficou tão sombrio? Respire fundo, ajuste sua cadeira ergonômica e descubra a seguir!

Demitidos aos milhares: quando nem currículo premiado salva

O setor tecnológico está passando por uma crise que nem os melhores roteiristas de Hollywood ousariam prever. Desde o início de 2024, mais de 50.312 empregos foram cortados só nos Estados Unidos, de startups até os titãs do Vale do Silício. Os números, levantados pelo site Layoffs.fyi, são resultado direto de dois fatores que dão calafrios em qualquer candidato: a explosão da inteligência artificial e a busca desenfreada por redução de custos. E não, não é só uma marolinha: a onda continua crescendo.

Frente a essa enxurrada de demissões, até professores especializados, como James O’Brien da Universidade de Berkeley, estão francamente preocupados. Ele relata que, mesmo quem ostenta uma média geral (GPA) perfeita de 4,0 – ou seja, nota máxima em todas as disciplinas – encontra apenas silêncio como resposta das empresas. “Estudantes excepcionais, como aqueles com média 4,0 em sua especialidade, me procuram preocupados, porque não receberam nenhuma oferta”, declarou O’Brien em um post no LinkedIn. Se nem eles… imagine o resto de nós!

IA no banco do motorista… e todo mundo no banco de trás

O avanço da inteligência artificial está mudando radicalmente o mercado de trabalho, e quem imaginava o setor da computação como porto seguro precisa repensar rápido. Empresas como Meta, Amazon, Microsoft, Alphabet e eBay reduziram seus times recentemente. Resultado? Mais profissionais da tecnologia buscando recolocação e calouros jogados numa piscina de ofertas cada vez mais rasas.

A situação é tão complicada que motivou histórias inusitadas: segundo o Wall Street Journal, há quem recorra a QR codes colados em frente às sedes de gigantes como Facebook e Google para chamar atenção das empresas – quase uma cena de filme distópico. Esse mesmo relato destaca a escassez dramática de vagas e confirma que o problema é generalizado.

  • Diminuição nas contratações: 6% menos previsões de emprego para recém-formados em comparação com 2023, segundo a National Association of Colleges and Employers.
  • Pior ainda para quem não tem alta qualificação.
  • Relatório do Federal Reserve Bank de Nova York aponta que 40% dos novos graduados estão subempregados.

O próprio O’Brien acredita que essa tendência é “irreversível” e alerta: o fenômeno deve se espalhar para quase todas as áreas do mercado. Então, não adianta fugir para as humanas, viu?

Veteranos também sentem o corte – ninguém está seguro

Não pense que gente experiente está imune a esse vendaval. Roger Lee, fundador da Layoffs.fyi, relatou em março que até profissionais com anos de carreira enfrentam a mesma dureza. Ele descreve que engenheiros estão, por falta de opção, aceitando trabalhos menos estáveis, ambientes mais difíceis e salários e benefícios bem abaixo do esperado. Para piorar, os salários das áreas tecnológicas estacionaram nos últimos dois anos. Vida de gente grande, nem sempre, é mais simples.

E, segundo os dados do próprio Layoffs.fyi, o buraco é fundo mesmo: só nestes primeiros meses do ano, já são mais de 130.000 postos extintos. O professor O’Brien faz um alerta daqueles que tira o sono de qualquer estudante: “Odeio dizer isso, mas uma pessoa que começa seus estudos hoje pode se formar em quatro anos num mundo com possibilidades de emprego extremamente limitadas”. Ou seja, se antes o problema era escolher em qual startup trabalhar, agora o desafio é ter alguma porta para bater.

Conclusão: hora de acordar (e agir!)

O cenário não é dos mais animadores, é verdade. Se nem os prodígios estão sendo chamados para entrevistas, o que fazer? James O’Brien foi enfático: precisamos agir agora para mudar o curso dessa história. E quem sabe, à moda da boa e velha ficção científica, haja uma reviravolta nesta trama. Por enquanto, o conselho prático é claro: informação e adaptação são as melhores armas para atravessar este campo minado – seja para quem está começando a faculdade, seja para quem já tem estrada no currículo.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.