O ex -presidente do Brasil, atribuído junto com outras sete pessoas – incluindo gerentes políticos e militares – para a falha na trama do golpe após a vitória do atual presidente Luiz Inacio Lula da Silva nas eleições de 2022
O julgamento do ex -presidente do Brasil começa amanhã, 2 de setembro JAIR BOLSONAROacusado junto com outras sete pessoas – incluindo líderes políticos e militares – pelo enredo de golpe fracassado após a vitória do atual presidente Luiz Inacio Lula da Silva Nas eleições de 2022. Bolsonaro está atualmente em prisão domiciliar, organizada há um mês após a violação das medidas de precaução. De acordo com o promotor geral (PGR), o ex -presidente é “o principal organizador e o maior beneficiário” das ações tomadas para manter o poder. Além do aspecto judicial, pelo qual Bolsonaro corre o risco de até 43 anos de prisão, o resultado será importante para quaisquer consequências políticas no futuro do país, onde em 2026 votaremos nas eleições presidenciais. Uma possível sentença em Bolsonaro, de fato, se, por um lado, puder mostrar a força do poder judicial, por outro, aumentará a polarização presente no país e a tensão com os Estados Unidos. Conforme revelado por fontes locais para a emissora “CNN”, em caso de condenação, o governo de Lula temia repercussões do governo liderado por Donald Trump. Este último em várias ocasiões definiu o julgamento em Bolsonaro como “uma caça às bruxas”, e a mesma decisão de impor 50 % de tarefas aos bens brasileiros está ligada ao processo judicial.
Alguns aliados de Bolsonaro acreditam que o governo dos EUA pode reagir a uma condenação do ex -presidente com medidas que incluiriam a extensão da lei de Magnitsky (lei dos EUA que prevê sanções a indivíduos estrangeiros contra indivíduos responsáveis por violações graves do Tribunal Humano e Corrupção) à esposa do juiz Alexandre de Moraes e outros membros do Supremo Tribunal (suprema tribunal) Moraes e outros juízes responsáveis pelo caso no último mês já foram submetidos a várias sanções dos EUA, incluindo a revogação dos vistos de entrada. Washington acusou o juiz de “uma campanha de censura, detenção arbitrária que viola os direitos humanos e as perseguições politizadas”. De acordo com o relatado pelo jornal brasileiro “UOL” citando fontes do governo dos EUA, há uma “lista de penalidades e taxas” prontas para serem aplicadas “em tempo real” durante o processo. Entre as opções, existem mais revocações de vistos a funcionários e magistrados, multas financeiras contra membros do ASF e uma expansão da lista de produtos brasileiros sujeitos a tarefas de 50 %. Fontes do governo brasileiro negam uma conexão direta entre o julgamento judicial e a decisão, em 28 de agosto, de iniciar os procedimentos que podem levar a uma retaliação sobre os deveres de 50 % impostos pelo governo Trump. No entanto, eles admitem que a iniciativa visa garantir apoio legal ao Brasil, se uma reação política for necessária para um possível aperto das sanções dos EUA. O Brasil também se reserva a possibilidade de tomar medidas de emergência dentro da mesma lei, incluindo a imposição de tarefas sobre bens importados, se a disputa com os EUA piorasse.
Enquanto Lula afirmou nos últimos dias que não participará do julgamento porque terá “melhor fazer”, os políticos certos estão intensificando os eventos de apoio público em Bolsonaro. A partir do governador do Estado de São Paulo, Tarciso de Freitasque prometeu conceder graça ao ex -presidente em caso de vitória às eleições presidenciais. Um movimento esperado será imitado por outras figuras com aspirações presidenciais: um dos filhos de Bolsonaro, Flavio, declarado recentemente em uma entrevista com “Folha de Sao Paulo” que qualquer candidato ansioso por obter o apoio de Bolsonaro deve se comprometer a conceder graça e, se necessário, para defendê -lo antes do tribunal federal federal. Por semanas, então, os apoiadores de Bolsonaro estão envolvidos em procissões e reuniões para pedir a libertação do ex -presidente e da prisão para o juiz Moraes. 7 de setembro – Dia independente – As manifestações do direito são convocadas em diferentes cidades para denunciar a “perseguição” do líder do líder (PL) e reiterar o pedido do juiz para o “impeachment”.
Internamente, o debate também está ligado ao papel do judiciário e, acima de tudo, ao seu poder: nos últimos anos, a Suprema Corte expandiu suas competências, especialmente após o ataque ao palácio dos três poderes de 2023. Para alguns, é um movimento em “defesa da democracia”, para outros uma centralização do poder. Também neste tema, o país está dividido: de acordo com as últimas pesquisas feitas pelo Instituto Quaest, 46 % dos brasileiros são a favor da acusação em Moraes, enquanto 43 % se opõem. A mesma pesquisa mostra que, para 53 % dos entrevistados, Bolsonaro tentou um golpe, enquanto 36 % não suportam esta versão. O processo gira em torno da tentativa de golpe, para o ataque à Piazza Dei Tre Powers no Brasil (onde estão localizados os escritórios da Presidência, o Congresso e a Suprema Corte) e o chamado plano de “Dagger Gold-Gold”. Com esse nome, nos referimos à manobra de que alguns funcionários e militares teriam projetado para apreender e possivelmente matar Lula e alguns juízes da Suprema Corte. Em 8 de janeiro de 2023, um grupo de apoiadores de Bolsonaro atacou os assentos dos três poderes pedindo ao Exército que invalidasse os resultados eleitorais. O enredo orquestrado por Bolsonaro e os outros teriam o objetivo de derrubar os resultados eleitorais, desmontar os tribunais e entregar a maior parte do poder ao exército. As acusações são cinco: organização criminosa armada, Coup D’État, tentativa de abolição violentamente do Estado de Direito Democrata, deterioração da herança histórica, dar violência à herança pública.
A denúncia apresentada pelo PGR foi aceita em março deste ano, com base na lei aprovada pelo próprio Bolsonaro em 2021, que define “ataques à democracia”. A acusação é baseada nas investigações da Polícia Federal (PF), que revelou a existência de um plano articulado, revelado após os ataques de 8 de janeiro de 2023. Os principais testes consistem nos “relatórios de Golpe”, imprimidos no palácio presidencial (PRANALTO) e contendo os detalhes do plano e do conteúdo dos remendos entre os líderes políticos e as disciplinas. Segundo os investigadores, Bolsonaro apresentou os detalhes do plano no final de 2022 aos comandantes das forças armadas. Para a defesa, Bolsonaro sempre defendeu o estado da lei e nunca tentou tentar contra Lula ou outras figuras institucionais. “Em nenhum momento, Jair Bolsonaro adotou uma conduta que tinha a fim de impedir ou impedir a liquidação do então eleito presidente, Luiz Inacio Lula da Silva. A defesa insiste em argumentar que o líder conservador “nunca aderiu a nenhuma suposta conspiração” e que “as acusações são o resultado de ilímbolas e interpretações distorcidas de ações e de discursos mencionados pelo contexto”. Segundo advogados, “não há evidências de que eles possam demonstrar que Jair Bolsonaro, de qualquer forma, ataque ao livre exercício de poderes constitucionais, ou instigado nesse sentido”. Tópicos que levam a defesa a dizer que o ex -presidente “é inocente em comparação com todas as acusações formuladas na denúncia contra ele”. Além disso, a Suprema Corte é solicitada que Bolsonaro seja absolvido “por falta de evidência” e por que as ações relatadas pelo promotor “não configuram o crime”.
A defesa lembra há algum tempo que a maior parte da acusação foi construída sobre os testemunhos feitos pelo tenente -coronel Mauro CID (ex -conselheiro militar de Bolsonaro) graças à promessa de descontos na sentença. Isso tornaria os testes anunciados. Os advogados argumentam que a acusação pública também selecionou apenas partes da arte da história do CID, na qual o ex -presidente teria se tornado culpado. E eles insistem que o documento que contém a estratégia “Golder nunca foi de fato transformado em um decreto da lei presidencial, mas permaneceu um rascunho que Bolsonaro nunca estaria realmente interessado”. Tudo isso, os advogados afirmam, em uma atmosfera de perseguição da “mídia” pela qual “uma parte significativa do país, a maioria da mídia, não deseja um julgamento, mas apenas para saber o valor da penalidade imposta” a Bolsonaro. O ex -presidente, por sua vez, muitas vezes afirmou que queria manter o poder, mas garantiu que ele avaliou apenas opções que se enquadram nos termos previstos pela Constituição. Ele também negou a existência de planos relacionados ao seqüestro e assassinato de Lula e aos juízes do ASF.
O processo que começará amanhã às 9, horário local, na Suprema Corte e será dividido em cinco sessões, programadas até 12 de setembro. Além de Bolsonaro, o ex -diretor da Agência de Inteligência Brasileira (Abin), Alexandre Ramagem é acusado; o ex -comandante da Marinha, Almir Garnier; O ex -ministro da Justiça e ex -secretário do Federal District Security, Anderson Torres; o ex -ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno; O ex -ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira; O ex -ministro da Defesa do governo de Bolsonaro e candidato a vice -presidente em 2022, Walter Braga Netto; Tenente -coronel Mauro Cid. O processo será conduzido pela primeira faculdade, formado pelos juízes Alexandre de Moraes, Flavio Dino, Cristiano Zanin, Carmen Lucia e Luiz Fux.
Enquanto isso, a Suprema Corte ordenou o fortalecimento das medidas de segurança em torno da Casa de Lula, do Escritório Presidencial, da sede do ASF e da casa de Bolsonaro. Sábado, 30 de agosto, o juiz da Suprema Corte Moraes ordenou o monitoramento direto da área externa da residência do ex -presidente. De acordo com o texto da ordem, a supervisão diz respeito à parte da descoberta da terra, na fronteira com outras propriedades semelhantes, onde a presença de edifícios laterais e nas costas cria “pontos cegos”, como destacado pelo promotor geral. Moraes também autorizou cheques em todos os veículos que deixam a residência, com a documentação diária de veículos, motoristas e passageiros para serem enviados ao tribunal. O juiz sublinhou que as medidas devem respeitar a privacidade dos outros residentes, mas reiterou que a detenção domiciliar é, em qualquer caso, uma restrição à liberdade individual, que não pode perder a eficácia. As medidas estão ligadas ao perigo potencial de fuga do ex -presidente. Os temores agravados pelas recentes revelações da polícia federal (PF), segundo as quais, no telefone de Bolsonaro, havia o rascunho de um documento de 33 páginas de fevereiro de 2024 útil para pedir asilo político no governo do homólogo argentino Javier Milei. As operações realizadas nos Estados Unidos também pesam por um dos filhos do ex -presidente, Eduardo, acusado pela polícia de ter pedido ao governo dos EUA que mantenha vários tipos de pressão – incluindo deveres – sobre Brasília. Uma das preocupações dos investigadores – escreve o jornal “New York Times” – é precisamente que Bolsonaro possa escapar da embaixada dos EUA, apenas 15 minutos de carro de sua casa.