O jornal britânico “The Guardian” falou de um retorno significativo da imagem para o líder do Kremlin. Um semelhante é a avaliação do “Financial Times”
A imprensa européia parece concordar com o fato de que o topo do Alasca entre os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, Donald Trump e Vladimir Putinfoi uma deliciosa oportunidade para a última regressar no cenário internacional, mas terminou sem progresso em direção a uma solução da guerra na Ucrânia.
O jornal britânico “The Guardian” falou de um retorno significativo da imagem para o líder do Kremlin. Trump admitiu que “compreensão” e “progresso” permanecem “anos -luz” de um acordo, enquanto Putin falou da reunião como um simples “ponto de referência” para futuras relações diplomáticas e econômicas. O jornal britânico observa que Trump mostrou maior harmonia com Putin do que com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Enquanto a Ucrânia permanece excluída da tabela de negociações e sob ataque, Putin obteve o resultado simbólico do fortalecimento de sua posição internacional sem conceder nada em nível militar ou político, destacou o “Guardian”.
A avaliação do “Financial Times” é semelhante: a reunião não produziu nenhum compromisso de Moscou por um cessado o incêndio, apesar das declarações de Trump na abertura. Putin simplesmente reiterou as condições consideradas não negociáveis pelo Kremlin, enquanto Trump sugeriu que a responsabilidade de fechar o conflito agora cai sobre os aliados de Zelensky e europeus. A reunião terminou com declarações curtas à imprensa sem perguntas e Putin falou primeiro. Enquanto os dois líderes intervieram, pelo menos sete regiões ucranianas estavam em alerta aéreo para novos ataques russos. O “Financial Times” também destaca que a segunda parte da reunião, a dedicada às entrevistas estendidas entre as delegações dos dois países, foi cancelada, alimentando a impressão de uma cúpula inconclusiva.
O jornal alemão “Frankfurter Allgemeine Zeitung” observou que os sucessos concretos não emergiram das declarações finais para a imprensa, muito menos uma data para uma nova reunião ou um roteiro para a paz. O único resultado, destaca o jornal, foi bem-vindo com o tapete vermelho para Putin na base de Elmendorf-Richardson, completa com um tempo de bombardeiros B-2 e Caccia F-35 e até a transferência a bordo da limusine presidencial dos EUA, “The Beast”. O sucesso da mídia para o presidente russo também fala o jornal francês “Le Monde”, que sublinha que as declarações finais da imprensa diminuíram para sete minutos para Putin, que falou de amizade entre a Rússia e os Estados Unidos e cinco minutos para Trump, que parecia ambíguo e embaraçado. Antes da cúpula, o presidente dos EUA prometeu que não ficaria particularmente satisfeito sem um acordo sobre o cessado na Ucrânia. No entanto, após três horas de entrevistas, nenhum anúncio chegou à trégua, nem em novos prazos, nem nas penalidades ameaçadas em Moscou. De acordo com “Le Monde”, Putin explorou a cúpula para se apresentar como um parceiro essencial e venceu a “Guerra da Informação”.
Para o jornal alemão “Die Welt”, Trump também parecia contraditório em entrevistas subsequentes: às vezes ele falava de progresso, outras vezes ele admitiu que o acordo está “longe de ser apontado” e, posteriormente, ele até aconselhou Zelensky a “fazer um acordo, porque a Rússia é poderosa”. O jornal francês “Libération” destaca que os dois líderes multiplicaram sorrisos e gestos amigáveis, mas não ofereceram respostas sobre a perspectiva de um incêndio interrompido. Trump definiu a reunião “muito produtiva”, Putin “construtiva”, mas nenhum detalhe foi divulgado. O presidente dos EUA disse que permanecem “muito poucos pontos” a serem resolvidos, “um dos quais é provavelmente o mais importante”, sem especificá -lo. Da mesma opinião é o jornal espanhol “El País”, que comentou como, mais uma vez, Putin não deu um sinal de doar em suas posições, reiterando que “todas as causas profundas” do conflito devem ser resolvidas. Segundo Moscou, isso significa impedir a adesão da Ucrânia à OTAN, limitando o envio de armas ocidentais e sancionando o controle russo sobre Luhansk e Donetsk.