Os três partidos da coligação prevêem que uma redução de ministros e vice-ministros poderá poupar mil milhões de euros por ano a partir de 2029
As formações holandesas Democratas 66, Partido Popular para a Liberdade e a Democracia (VVD) e Apelo Democrata Cristão (CDA) apresentaram hoje o seu programa de coligação, que inclui grandes investimentos na defesa, novos impostos para financiar a segurança, regras mais rigorosas sobre as redes sociais e amplas reformas governamentais. Os três grupos apresentaram uma nova “contribuição para a liberdade” que exigirá pagamentos tanto dos cidadãos como das empresas para fortalecer a segurança nacional. A partir de 2028, os cidadãos deverão contribuir com 3,4 mil milhões de euros, enquanto as empresas pagarão 1,7 mil milhões de euros, de acordo com o acordo de coligação de D66, VVD e CDA, que também pretende tornar juridicamente vinculativa a nova meta de gastos com defesa da NATO. “Isso proporciona a certeza de longo prazo que nossos militares merecem”, disseram as partes. O apoio à Ucrânia continuará, que receberá novas dotações entre 2027 e 2029, incluindo 3 mil milhões de euros em ajuda militar e mais de 400 milhões de euros em assistência adicional.
Os três partidos da coligação prevêem que uma redução de ministros e vice-ministros poderia poupar mil milhões de euros por ano a partir de 2029, uma dinâmica que seria acompanhada pela modernização da administração pública, com melhorias de eficiência que poderiam potencialmente reduzir custos até 400 milhões de euros por ano. A coligação minoritária também planeia investir 1,5 mil milhões de euros na educação e na investigação científica, mas a supervisão dos programas oferecidos em outras línguas que não o holandês será eliminada.
Outro tema abordado pela D66, VVD e CDA está relacionado ao uso das redes sociais por menores. A nova coligação apela a uma regulamentação mais rigorosa das principais plataformas online e a uma idade mínima europeia obrigatória de 15 anos para a utilização das redes sociais, para garantir que a Internet permaneça “segura e saudável”. O governo irá também apelar à introdução de um sistema de educação digital mais adequado e de regras mais rigorosas sobre a utilização de telemóveis nas escolas.