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Organização Marítima Internacional trabalha na segurança do trânsito no Estreito de Ormuz

Ao mesmo tempo, as principais companhias marítimas mantêm uma atitude cautelosa

A Organização Marítima Internacional (IMO) está a trabalhar para garantir a segurança do trânsito marítimo no Estreito de Ormuz após o anúncio da trégua entre os Estados Unidos e o Irão. O secretário-geral declarou isso Arsênio Dominguez, citado pelo jornal saudita “Asharq al Awsat”, sublinhando que estão em curso consultas com as partes interessadas para definir um mecanismo que garanta a passagem segura dos navios. Segundo a organização, a prioridade é restabelecer condições de navegação seguras e estáveis ​​num dos principais centros comerciais globais, atingido pelas consequências do conflito nas últimas semanas. Os esforços estão também centrados na implementação de medidas operacionais que garantam a continuidade do tráfego marítimo numa fase ainda considerada crítica.

Ao mesmo tempo, as principais companhias marítimas mantêm uma atitude cautelosa. Segundo a “Euronews”, o grupo dinamarquês Maersk sublinhou que a trégua “pode criar oportunidades de trânsito”, mas ainda não oferece “total certeza marítima”, destacando a necessidade de esclarecer as condições de operação antes de retomar as passagens. A alemã Hapag-Lloyd também indicou que é prematuro avaliar a retoma dos fluxos, estimando que serão necessárias pelo menos seis semanas para regressar à plena normalidade operacional. Cerca de 1.000 navios mercantes permanecem encalhados no Golfo Pérsico, criando um bloqueio que poderá complicar a gestão da retoma do tráfego, segundo estimativas da indústria. As empresas também relatam custos crescentes relacionados com atrasos, prémios de seguro mais elevados e taxas de atracação nos portos.

A trégua de duas semanas, que prevê uma reabertura condicional do estreito com a coordenação militar iraniana, introduz novos elementos de incerteza, incluindo a possível imposição de portagens por parte do Irão e de Omã, que ainda não foram confirmadas em detalhe. Neste contexto, os operadores indicam que quaisquer decisões operacionais dependerão de avaliações de risco atualizadas e de indicações claras das autoridades. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo, sofreu uma perturbação quase total desde o início das hostilidades, em 28 de Fevereiro. A trégua abre agora caminho para uma reactivação gradual dos fluxos, mas num quadro ainda altamente incerto e regulamentado.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.