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O que aconteceu com os animais dos zoológicos fechados vai te surpreender

Você já se perguntou o que realmente aconteceu com os animais dos zoológicos que fecharam as portas ao público? Prepare-se, porque a resposta vai além do que você imagina – e envolve desde macacos mudando o menu do almoço até gorilas repensando a disposição do lar!

Novo cenário: Zoológicos silenciosos e animais curiosos

Ao longo do último ano, pesquisadores mergulharam no intrigante universo dos zoológicos vazios para descobrir como primatas – incluindo bonobos, chimpanzés, gorilas-das-terras-baixas e babuínos-oliva – se adaptaram à ausência de visitantes. Afinal, sempre pensamos que interação com o público fosse um fator marcante para o bem-estar desses animais. Mas será que isso é tão simples assim?

As interações com os visitantes são tidas como cruciais para o bem-estar dos animais de zoológico, podendo ser tanto positivas quanto negativas. Justamente por isso, cientistas estavam ansiosos para ver o que mudaria quando as multidões simplesmente… sumiram.

Segundo Samantha Ward, cientista de bem-estar animal da Nottingham Trent University, “os primatas estão entre as espécies cognitivamente mais avançadas nos zoológicos e suas interações com visitantes são complexas”. O fechamento prolongado ao público, algo extremamente raro, abriu uma oportunidade inusitada para avaliar essas mudanças de comportamento.

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Os pesquisadores detectaram uma alteração marcante nos hábitos desses primatas em diferentes aspectos:

  • Bonobos e gorilas passaram a ficar menos tempo sozinhos quando os visitantes voltaram.
  • Os gorilas também reduziram consideravelmente o tempo de descanso nesse cenário de retomada.
  • Já os chimpanzés, sempre animados, começaram a comer mais e a explorar melhor seus recintos após a reabertura dos zoológicos.

Se pensa que isso para por aí, está enganado! Os babuínos-oliva, que vivem em safáris, apresentaram uma diminuição nos comportamentos sexuais e de dominância na presença dos visitantes. E tem mais: eles passaram a se aproximar mais dos carros dos visitantes do que dos veículos dos guardas, algo que não acontecia quando o parque estava fechado.

Animais: grandes gerenciadores de mudanças (e de visitantes!)

A dinâmica dos gorilas chamou atenção dos especialistas. Eles passaram a modificar as áreas de seus recintos onde passavam mais tempo quando o público retornou, mostrando que não são apenas bons em descascar bananas – eles também sabem gerenciar o ambiente diante de perturbações externas. Como destacou Ellen Williams, pesquisadora da Harper Adams University, essas mudanças de comportamento e de uso do espaço ressaltam a capacidade de adaptação das espécies de zoológico aos diferentes ambientes.

Outro dado curioso: a equipe percebeu que havia um certo “limite de tolerância” para os babuínos-oliva. Só até certo ponto o aumento de visitantes estimulava os animais; depois desse limiar, eles deixavam de demonstrar ainda mais excitação em relação ao movimento dos carros no safári.

E o que aprendemos com tudo isso?

Essas descobertas são valiosas para quem pesquisa o bem-estar animal. Isso porque já se sabe que visitantes podem gerar diferentes tipos de impacto sobre os animais de vida silvestre. O espectro vai de sensações positivas de companhia e segurança a incômodos ou até possível ameaça – não há fórmula mágica! Por isso, entender esses efeitos é fundamental para pensar na forma como zoológicos e parques são planejados e administrados.

O time de pesquisadores, acostumado a imprevistos menos históricos do que lockdowns, não prevê outro fechamento geral tão cedo – ufa! –, mas segue firme: quer continuar estudando como o número de visitantes interfere no comportamento animal. Entre as próximas etapas estão expandir o estudo para mais espécies e prolongar a coleta de dados ao longo do tempo. Afinal, aprender com os macacos pode ser mais revelador (e divertido) do que muita reunião de condomínio!

Então, da próxima vez que visitar um zoológico, lembre-se: há toda uma coreografia acontecendo do outro lado das grades, e você é, sem querer, parte do show que mexe com a vida desses incríveis moradores!

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.