A Câmara Municipal aprovou o plano de construção do novo mercado de Viana do Castelo. Isto inclui nomear a comissão e autorizar as despesas necessárias. Antes de avançar para a votação, a administração municipal anulou as decisões tomadas na sessão de julho de 2023, relativas ao concurso público para arranque da obra. Mudanças necessárias porque a licitação, ainda não lançada formalmente, exigia algumas melhorias no projeto.
A nova estrutura será construída no mesmo terreno onde foi construído o primeiro mercado, em 1892. Mesmo ao lado dos jardins públicos da cidade. O presidente da Câmara Luís Nobre apresentou uma proposta para a abertura do concurso, com um orçamento previsto de 12.600.161,85 euros. O total inclui tanto a construção do edifício como as áreas envolventes. A proposta sublinha que “o investimento público é crucial para o Município”, com base no impacto favorável na economia, que emergiu de uma análise custo-benefício.
O novo mercado em Viana do Castelo tem impacto positivo na economia local
De acordo com esta análise, a construção do novo mercado municipal de Viana do Castelo irá gerar um importante impacto económico, trazendo rentabilidade ao comércio local. Este projeto visa também resolver questões relacionadas com a localização e funcionamento do mercado atual.
O’análises estima que o retorno económico anual para o Município será aproximadamente 21.000 euros superior às despesas previstas, certificando a sustentabilidade financeira do projeto. Por fim, a nova estrutura, com estilo moderno, trará uma melhoria na qualidade do bairro.
Prevê-se também que a gestão das novas bancas e lojas gere receitas anuais de cerca de 296 mil euros em impostos municipais. O projecto inclui ainda um parque de estacionamento, que será gerido directamente pela Câmara Municipal de Viana do Castelo. Serão disponibilizadas 94 vagas, das quais 45 reservadas a comerciantes com uma mensalidade de 50 euros. Os restantes 49 lugares estarão à disposição dos visitantes a 1,5 euros por hora.
O novo mercado será construído junto ao jardim público, onde existiu o primeiro mercado de 1892. Em 1965, aquele mercado foi transferido para uma zona próxima da Igreja das Almas, onde permaneceu em funcionamento até 2002. Na sequência da mudança, iniciou-se a construção do antigo edifício Coutinho, que foi demolido em 2022.