O governo iraniano convocou ao Ministério dos Negócios Estrangeiros os embaixadores da Itália, do Reino Unido, da Alemanha e da França, cujos governos declararam apoio às recentes manifestações antigovernamentais. Segundo noticiou a agência de notícias “Tasnim”, durante o encontro foram mostradas aos diplomatas imagens das “ações violentas” dos manifestantes e foi sublinhado que estas ações “ultrapassaram os limites das manifestações pacíficas e devem ser consideradas atos de sabotagem organizada”.
Teerão pediu aos embaixadores que transmitissem estas imagens diretamente aos respetivos ministros dos Negócios Estrangeiros e solicitou a retirada das declarações oficiais de apoio aos manifestantes. Para o governo iraniano, qualquer apoio político ou mediático aos protestos “é inaceitável e representa uma interferência flagrante na segurança interna do Irão”.
Entretanto, a União Europeia está a preparar novas sanções para o Irão após a repressão dos protestos antigovernamentais, disse um porta-voz da Comissão Europeia ao portal de informação “Euronews”, acrescentando que o Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, e o Serviço Europeu para a Ação Externa (SEAE, o serviço diplomático da UE), “estão prontos para propor novas sanções”. Nos últimos dias, Kallas expressou solidariedade aos manifestantes antigovernamentais.
“O povo iraniano está a lutar pelo seu futuro e o regime mostra a sua verdadeira face ao ignorar as suas exigências legítimas”, escreveu o Alto Representante da UE numa publicação no X, criticando a “resposta desproporcional das forças de segurança” aos manifestantes. “Qualquer violência contra manifestações pacíficas é inaceitável. Desligar a Internet enquanto reprime violentamente os protestos expõe um regime que tem medo dos seus cidadãos”, acrescentou Kallas.

