Já tinham ocorrido combates entre os dois países em julho passado, que duraram cinco dias e provocaram 43 mortos e a deslocação de cerca de 300 mil pessoas, antes de entrar em vigor uma trégua promovida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim.
As hostilidades entre o Camboja e a Tailândia foram retomadas hoje, 12 de novembro, depois de Banguecoque ter suspendido a implementação do acordo de paz apoiado pelos Estados Unidos: segundo as autoridades de Phnom Penh, um civil foi morto e outros três ficaram feridos em confrontos entre a província tailandesa de Sa Kaeo e a província cambojana de Banteay Meanchey. Isto foi relatado pelo “Channel News Asia”.
Já tinham ocorrido combates entre os dois países no passado mês de julho, que duraram cinco dias e causaram 43 mortos e a deslocação de cerca de 300 mil pessoas, antes de entrar em vigor uma trégua promovida pelo presidente dos EUA Donald Trump e o primeiro-ministro da Malásia Anwar Ibrahim.
Na segunda-feira, 10 de Novembro, porém, o governo de Banguecoque suspendeu a aplicação do acordo subsequente destinado a consolidar o cessar-fogo, alegando que uma mina recentemente colocada tinha ferido quatro soldados tailandeses. O primeiro-ministro cambojano denunciou hoje no seu perfil do Facebook o assassinato de um civil e o ferimento de outros três, Huno Manet.
O porta-voz do exército tailandês, Wintai Suvareeem vez disso, acusou as tropas cambojanas de terem “disparado tiros dentro do território tailandês”, especificando que os militares de Banguecoque “responderam com tiros de advertência” e que os confrontos duraram cerca de dez minutos, sem vítimas entre as forças tailandesas.
O Ministério da Informação do Camboja divulgou imagens e vídeos mostrando civis feridos, incluindo um homem sendo tratado em uma ambulância com uma perna sangrando. Outros testemunhos relatam intensos tiroteios na zona fronteiriça. A disputa entre os dois países remonta à era colonial francesa, com ambos os estados reivindicando soberania sobre alguns templos ao longo da fronteira.