O jornal não obteve detalhes sobre o calendário e o alcance das operações planeadas pela CIA, que poderiam incluir sabotagem ou ataques cibernéticos, operações psicológicas ou de informação, sem uso direto de forças norte-americanas em território venezuelano.
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump aprovou planos da Agência Central de Inteligência (CIA) para conduzir operações clandestinas na Venezuela, com o objetivo de preparar o terreno para possíveis futuras intervenções militares, segundo fontes informadas citadas pelo jornal “New York Times”. Trump também teria iniciado simultaneamente uma nova sessão de negociações confidenciais com o Presidente Nicolás Maduro, que no passado se tinha oferecido para deixar o poder após um período de alguns anos: uma proposta que tinha sido rejeitada pela Casa Branca. O jornal não obteve detalhes sobre o calendário e o alcance das operações planeadas pela CIA, que poderiam incluir sabotagem ou ataques cibernéticos, operações psicológicas ou de informação, sem uso direto de forças norte-americanas em território venezuelano. O Pentágono também traçou planos para possíveis ataques a estruturas ligadas ao tráfico de droga ou a unidades militares próximas de Maduro.
A operação, apelidada de “Lança do Sul”, conta com o envio do porta-aviões Gerald R. Ford e de 15 mil militares para a região do Caribe, a maior mobilização desde o bloqueio de Cuba em 1962. Ao mesmo tempo, o Departamento de Estado dos EUA anunciou a classificação do Cartel de los Soles como organização terrorista, aumentando a pressão sobre o governo venezuelano. Trump afirmou publicamente que não descarta o uso de forças terrestres contra o governo de Maduro, mas que quer manter negociações abertas com o presidente venezuelano, enquanto os ataques das forças norte-americanas contra barcos de supostos traficantes de drogas na região já causaram pelo menos 83 mortes, gerando polêmica sobre possíveis violações do direito internacional.