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Multibanco: 40 anos de uma revolução portuguesa que mudou tudo

A história começa em 2 de setembro de 1985, quando em nove agências bancárias de Portugal, um dispositivo destinado a se tornar um ícone nacional foi instalado: o Multibanco. Quarenta anos desde aquele dia, essa rede de agências automáticas (ATM) não é apenas um serviço, mas parte integrante da vida cotidiana, um símbolo de inovação que revolucionou a relação entre cidadãos e bancos, bem antes de acontecer em muitos outros países.

A história do multibanco em Portugal: uma revolução “verde-verde”

Nascido da visão dos SIBs (Sociedade Interbancária de Serviço), um consórcio de propriedade dos bancos portugueses, o multibanco imediatamente se distinguia dos caixas eletrônicos simples que estavam se espalhando no mundo. Não se tratava apenas de retirar dinheiro. Desde o início, tornou possível fazer pagamentos de serviços públicos, transferências de arame e consultar os movimentos da conta. Essa multifuncionalidade era sua verdadeira força. Eu li Algarve diz hoje uma peça de história do Portugal moderno, o advento de Multibanco.

Ao longo dos anos, os serviços multiplicaram expressões consolidadoras, como o “código verde verde-verde” nos terminais de pagamento (TPA). Mas acima de tudo dando vida a inovações digitais, como Mbwayque hoje tem milhões de usuários. “O multibanco representou uma revolução real no acesso e manuseio de contas bancárias, porque trouxe conforto, velocidade, segurança e inclusão”, disse ele a Expressar Natália Nunes, da Associação para a Proteção do Consumidor Deco. Ele permitiu que alguém acesse seu dinheiro “sem depender do horário de funcionamento dos ramos”. Uma inovação “feita em Portugal”, que há décadas não teve igual no exterior e que agora está se expandindo em mercados como a Polônia e a Romênia.

A evolução na história do multibanco em Portugal

Os números dizem exponencialmente. Dos 3.585 ramos de 1993, passamos para 12.500 de 2024. Os cartões em circulação explodiram de 469.000 em 1985 para a corrente 27,5 milhões. Outro número impressionante diz respeito aos pagamentos dos serviços: dos 560.000 feitos quatro anos após o lançamento, ele alcançou 52 milhões No final de 2024.

Vítor Bento, presidente da SIBS de 2000 a 2014, sublinha um aspecto crucial de seu sucesso: Equity. “O MultiBanco favoreceu significativamente a concorrência bancária, pois fornece os mesmos serviços e os mesmos pontos de acesso a todos os bancos de uma maneira justa, independentemente de seu tamanho, promovendo assim bancos menores”. Além dos serviços bancários, integrou funções estatais únicas, como a liberação de licenças de caça e pesca, tornando -se um verdadeiro contador multifuncional para o cidadão.

Um serviço gratuito: a batalha contra as comissões

Uma das características mais apreciadas do MultiBanco é sua gratificação para o usuário final. Um princípio que os bancos tentaram várias vezes para questionar. A tentativa mais famosa remonta a 1994, quando uma comissão de 1% foi proposta em pagamentos em papel. A reação foi imediata: Deco promoveu um boicote nacional que envolvia consumidores e comerciantes, forçando as instituições de crédito a voltarem.

Embora economistas como a Vícor Bento afirmem que “em uma economia de mercado, todos os serviços têm um custo”, a legislação portuguesa proíbe a aplicação de comissões sobre saques com cartão de débito. Isso fez do multibanco um baluarte de serviços bancários acessíveis, um modelo que, apesar das pressões, ainda resiste hoje.

Olhando para o futuro, com o advento do euro digital, os SIBs garantem que as novas soluções se integrem aos existentes. Como o MBWay, garantindo a coexistência que preservará o ecossistema de pagamentos tão querido para os portugueses. PARA 40 anos desde o seu nascimentomultibanco não é apenas uma parte da história, mas uma realidade sólida projetada para o futuro, ainda indispensável na vida cotidiana.

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Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.