A história de um casal é naturalmente feita de fases, transições, mudanças, momentos bons e menos bons e momentos de crise. A estabilidade absoluta não é possível, porque o casal é um organismo dinâmico onde duas individualidades dinâmicas se encontram com uma intenção muito específica, com intenções muito específicas e com dinâmicas conscientes e inconscientes. Na psicologia, a dinâmica do casal é um tema complexo e muito interessante de explorar, mas vamos nos concentrar em algumas dinâmicas específicas que podem se manifestar quando um casal expatria.
A expatriação em casal como um acontecimento significativo
Em primeiro lugar, é bom ter consciência de que a expatriação, como muitas outras mudanças e movimentos, é um acontecimento significativo que terá inevitavelmente efeitos, positivos ou não, na relação do casal. Em muitos casos, este aspecto da transferência não é suficientemente tido em consideração como factor determinante para desencadear mudanças, perturbações de equilíbrio ou verdadeiros momentos de crise.
Quando o casal tem consciência de que surgiram sinais de dificuldade com o início da transferência, raramente se aprofunda no que está acontecendo para refletir juntos sobre os caminhos a seguir. Vejamos alguns exemplos concretos de dinâmicas que se desencadeiam a partir de uma transferência.
O isolamento inicial e os novos equilíbrios
Ao mudar para um novo local, você se depara com a ausência de uma rede social de referência. Isto determina um isolamento inicial em que o parceiro se torna o único ponto de referência para necessidades psicossociais e culturais que antes eram satisfeitas por outros contextos. Inevitavelmente acabamos desempenhando vários papéis na vida um do outro. Embora, por um lado, isto possa levar a um conhecimento mútuo mais profundo, por outro lado, requer um trabalho de sensibilização para evitar que o processo se torne problemático ou oneroso.
Diferenças na adaptação e crise de casal
É comum que os dois parceiros reajam de formas e momentos diferentes na adaptação ao novo contexto. Cada organismo funciona de maneira única e essas diferenças podem se acentuar, levando a uma sensação de dessintonização emocional. Pode acontecer que um dos parceiros não se sinta compreendido ou que o outro tenha dificuldade em “reconhecer” e compreender o que está a sentir e porque se sente em dificuldade. Fixar a posição julgando os sentimentos do outro cria distanciamento e enfraquece o afeto do casal.
O papel do parceiro final na expatriação
Quais foram os motivos para optar pela mudança? Muitas vezes, as motivações de um único membro desencadeiam o movimento (emprego, benefícios fiscais, desejo de explorar) e o outro segue-o, subestimando as consequências emocionais. Nestes casos falamos sobre parceiros finaisou o parceiro que pode ser mais frágil do ponto de vista económico e de autonomia.
Como encontrar o equilíbrio
Na psicoterapia não existe varinha mágica: a única possibilidade de resolver as dificuldades é “trabalhá-las” envolvendo-se. Para superar momentos críticos é essencial focar em:
Todos estes aspectos que constituem a base do crescimento a dois podem ser estimulados e treinados em conjunto com um terapeuta no espaço terapêutico de casal. Caso um dos integrantes não concorde em iniciar uma jornada, vale a pena realizar uma terapia individual para enfrentar em primeira mão as dificuldades vivenciadas.
A terapia individual ou de casal, necessária para enfrentar dificuldades relacionais, não tem como objetivo salvar o casal. Em vez de ajudar a pessoa ou ambos a tomarem consciência do que está acontecendo, ative um modo de escuta ativa e diálogo. O objetivo é fazer escolhas ponderadas, no sentido de continuar ou encerrar o relacionamento, por meio da conscientização e do diálogo.
Contatos:
Doutora Federica Caso – Psicólogo
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