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Moldávia: as eleições parlamentares confirmam a orientação européia de Chisinau

O vencedor principal é, sem dúvida, o PAS, o partido da Presidente Maia Sandu, que mantém uma posição de força em vista das eleições presidenciais programadas para em 2026

As eleições parlamentares de 28 de setembro na Moldávia confirmaram a prevalência das forças europeias, lideradas pela ação partidária e solidariedade (PAS), em um contexto político profundamente polarizado entre orientação pró-ocidental e nostalgia de Philorusse. Com mais de 52 % da participação e mais de 1,6 milhão de eleitores, a rodada representou um teste crucial para o futuro geopolítico do país, cada vez mais no centro da dinâmica regional entre a União Europeia e a Rússia. De acordo com os dados publicados pela Comissão Eleitoral Central (CEC), os APs obtiveram 50,16 % dos votos, confirmando sua liderança e apoio a uma agenda reformista e se aproximando da União Europeia. In second place was the patriotic block – coalition of the main Filorusse opposition forces, including socialists, communists and the future party of Moldova – coalition of the main Filorusse opposition forces, including socialists, communists and the future party of Moldova -, with 24.19 percent, followed by the alternative block with 7.97 percent, by our party (6.20 percent) and by the platform of dignity Truth, which exceeded the barrier with 5.62 porcentagem. Todas as outras partes permaneceram abaixo de cinco por cento necessárias para a entrada no Parlamento. Um dados politicamente relevante é a ausência de pesquisa de saída, que manteve a tensão alta até que os resultados sejam lentos. A distribuição da votação mostrou uma clara polarização: o capital Chisinau confirmou seu apoio ao PAS com uma participação de 54,72 %, enquanto regiões como Cantemir e as áreas da transnistria – a região separatista filorussa da moldávia – registraram níveis mais baixos de participação, cerca de 37 %.

O vencedor principal é sem dúvida o PAS, o partido do presidente Maia Sandu, que mantém uma posição de força em vista das eleições presidenciais esperadas em 2026. O resultado fortalece sua capacidade de implementar reformas institucionais, judiciais e econômicas de acordo com o caminho da adesão da UE. O partido também capitaliza o status recente de um país indicado para a União Europeia, adquirido em 2022 sua fragmentação penalizou a oposição, impedindo um verdadeiro contrapeso político do bloco europeu. A derrota do líder populista Filorussa também é significativa Irina Vlah, que falou abertamente de “farsa”, denunciando irregularidades nunca tentou. Seu pobre resultado pessoal marca uma redução da figura também no cenário nacional.

As eleições de 28 de setembro são relevantes muito além das fronteiras da Moldávia. No meio da guerra na Ucrânia e nas crescentes pressões russas na área pós-soviética, o resultado consolida a orientação ocidental do país e fortalece a frente europeia na área do Mar Negro. A Moldávia, muitas vezes chamada de “o anel fraco” da região, mostrou uma notável resiliência democrática. A Rússia há muito tempo acusou a atual liderança da Moldávia de “vender a soberania nacional” e minar a estabilidade interna por desinformação, ataques cibernéticos e tentativas de infiltração política. Nesse contexto, o resultado do voto representa uma clara rejeição do eleitorado da Moldávia de um retorno sob a influência do Kremlin. Ao mesmo tempo, a União Europeia, que aprovou recentemente a abertura de negociações de adesão com a Moldávia e a Ucrânia, observa a propriedade das instituições da Moldávia cuidadosamente e a favor. O resultado pode acelerar a integração em setores -chave, como políticas de energia, justiça e coesão. O PAS é reforçado, mas terá que enfrentar desafios importantes: da inflação ao gerenciamento dos fluxos migratórios, desde a luta contra a corrupção até o fortalecimento das infraestruturas públicas. O governo também terá que continuar equilibrando o diálogo com a UE com a necessidade de preservar a coesão interna, em um país onde a nostalgia da era soviética ainda é generalizada em algumas faixas da população. No entanto, a mensagem das urnas é clara: a Moldávia procura Bruxelas, não em Moscou. E com essas eleições, o país rastreou um passo adicional nessa direção.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.