O ataque, disse o oficial Bulama Sawa da área de Gwoza, pode ser uma retaliação após uma operação do Exército que levou à morte de três comandantes do grupo Boko Haram.
Militantes islâmicos atacaram ontem a cidade de Ngoshe, no estado de Borno, no nordeste da Nigéria, sequestrando mais de 300 pessoas, incluindo mulheres e crianças, segundo autoridades locais. O ataque, disse o oficial Bulama Sawa da área de Gwoza, pode ser uma retaliação após uma operação do Exército que levou à morte de três comandantes do grupo Boko Haram. Outros ataques foram relatados nos últimos dias nas comunidades de Konduga, Marte, Jakana e Mainok. Um porta-voz das Forças Armadas disse que o Exército conseguiu repelir os ataques, mas confirmou a morte de vários soldados, incluindo um oficial superior.
A Nigéria enfrenta uma grave crise de segurança com numerosos grupos armados activos no país. Os principais incluem o Boko Haram e uma facção ligada ao Estado Islâmico, conhecida como Estado Islâmico Província da África Ocidental, bem como outras gangues criminosas especializadas em sequestros e atividades ilegais. Segundo analistas, os militantes aproveitam o vasto território e atacam rapidamente as aldeias com motocicletas, antes de recuarem para o mato antes da chegada das forças de segurança. Dados das Nações Unidas indicam que milhares de pessoas foram mortas em violência ligada a grupos armados nos últimos anos.