Nos últimos sete anos, em Milão, “duplicou o número de mulheres que, diante da violência, encontraram força e coragem para pedir ajuda aos centros antiviolência da rede municipal coordenada pela Câmara Municipal de Milão. Em 2025, foram seguidas 3.864 mulheres, das quais 2.689 foram interceptadas pela primeira vez”. Isto foi destacado pelo conselheiro de bem-estar do município de Milão Lamberto Bertole, comentando os dados sobre violência de gênero, no centro da comissão no Palazzo Marino com a senadora Valeria Valente. Dados que «nos falam de um fenómeno que, em termos de números, continua a ter um impacto muito forte na nossa comunidade – foram seguidas 1905 mulheres em 2019 – mas também de uma maior confiança nas instituições e redes que dão apoio e ajudam a escapar à espiral de violência», comentou a vereadora.
Bertolè sublinhou que “os dados ajudam-nos a definir mais uma vez como o fenómeno é transversal” dado que em 60 por cento dos casos as mulheres que sofrem violência são de nacionalidade italiana e apenas 40 por cento delas são completamente independentes economicamente. O agressor é quase sempre um membro da família: em 41 por cento dos casos é o marido, namorado ou companheiro, em 29 por cento é um ex, em 11 por cento outro membro da família está envolvido, como filhos, pais ou companheiro dos pais. “Apesar da grande atenção que os acontecimentos noticiosos dos últimos anos têm transmitido sobre o tema, é fundamental continuar a trabalhar na emergência, na protecção, no acompanhamento à autonomia e no compromisso de superação da sociedade patriarcal que ainda hoje representa o terreno fértil em que prospera a violência masculina contra as mulheres”, conclui a vereadora, destacando a necessidade de introduzir “a educação sexual-afectiva nas escolas de forma estrutural, como ferramenta de prevenção e promoção da cultura do respeito: um objectivo de civilização que todos devemos perseguir com convicção.”