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Mídia Israel: China teria proibido novos investimentos no Estado judeu

O país seria classificado como área de “alto risco” a partir de 7 de outubro

Um fundo de investimento controlado pela China argumentou num tribunal israelita que o governo de Pequim impôs uma proibição a novos investimentos em Israel desde o início da guerra, classificando o país como uma área de “alto risco”. A alegação – relançada pela mídia israelense – surge de uma ação civil movida por membros do Kibutz Hanita contra a Ballet Vision, que possui cerca de 80% da empresa israelense Hanita Lenses.

O kibutz pede uma indemnização de cerca de 11 milhões de dólares, acusando o fundo de se recusar a exercer uma opção contratual de compra das restantes ações da empresa, especializada na produção de lentes intraoculares para uso médico. Numa carta anexa aos documentos, a Ballet Vision afirma que, após a eclosão do conflito, as autoridades chinesas colocaram Israel numa “categoria vermelha” ou “zona de alto risco”, proibindo qualquer novo investimento chinês no país e impossibilitando efectivamente o prosseguimento de novas aquisições.

De acordo com o fundo, esta restrição, combinada com perdas operacionais superiores a 15 milhões de dólares nos últimos três anos e dívida elevada, teria impedido a execução da opção prevista no acordo. A transação original remonta a 2021, quando o Kibutz Hanita vendeu 74 por cento da Hanita Lenses por US$ 35 milhões, dos quais US$ 25 milhões foram distribuídos aos membros do kibutz e US$ 10 milhões reinvestidos diretamente na empresa. Neste momento, porém, não há qualquer confirmação oficial por parte das autoridades de Pequim sobre a existência de uma proibição geral de investimentos em Israel.

Com efeito, nos últimos dias, a embaixada chinesa em Israel negou publicamente relatos que circulavam nas redes sociais segundo os quais a China impôs restrições gerais aos cidadãos israelitas, particularmente em termos de viagens. Numa nota divulgada em 28 de janeiro, a embaixada definiu as alegações sobre uma alegada proibição de entrada de turistas israelitas como “completamente falsas”, sublinhando, pelo contrário, a introdução de medidas de facilitação de vistos para negócios, turismo, trabalho e estudo.

De acordo com dados fornecidos pela representação diplomática, em 2025 o número de cidadãos israelitas que solicitaram visto chinês aumentou 44 por cento anualmente, confirmando um fluxo ainda dinâmico.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.