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Metro de Lisboa: encerramento parcial da Linha Verde de 2 a 5 de maio

A mobilidade urbana na capital portuguesa prepara-se para viver dias de mudanças estruturais. Aliás, a partir do próximo fim de semana serão lançados novos trabalhos de manutenção no metro de Lisboa no troço entre as estações do Rossio e Cais do Sodré. A intervenção, prevista de 2 a 5 de maio, insere-se no quadro mais amplo da modernização da infraestrutura ferroviária, necessária para garantir a plena compatibilidade entre a atual rede e a futura configuração operacional da Linha Circular.

As novas obras de manutenção do metro de Lisboa

A operação envolverá o encerramento temporário de um nó fundamental da Linha Verde. Concretamente, as estações do Rossio, Baixa-Chiado e Cais do Sodré vão ver a circulação ferroviária suspensa para permitir a intervenção direta dos técnicos na via ferrata. Durante este intervalo de quatro dias, será garantido o serviço na Linha Verde exclusivamente no percurso entre Telheiras e o Martim Moniz, nos dois sentidos.

É importante sublinhar que a estação Baixa-Chiado permanecerá parcialmente operacional: embora os comboios da Linha Verde não parem aí, a ligação será assegurada pela Linha Azul, que continuará a operar regularmente. O restabelecimento total do trânsito em todo o percurso está previsto para a madrugada de quarta-feira, 6 de maio. A direção do Metropolitano explicou que esta suspensão é ditada por necessidades técnicas que não podem ser adiadas para a integração dos novos sistemas de sinalização e tração.

Alternativas de transporte durante obras de manutenção no metro de Lisboa

Para atenuar os transtornos aos passageiros e aos numerosos turistas que lotam o centro histórico, a empresa de transportes Carris elaborou um plano extraordinário de reforço dos serviços de superfície. Diversas linhas de ônibus e bonde garantirão a ligação entre os bairros afetados pelo bloqueio. As rotas 208 e 760 farão a ligação entre o Martim Moniz e o Cais do Sodré, enquanto as linhas 774, 15E e 25E ligarão a Praça da Figueira ao terminal do Cais do Sodré.

Além disso, os passageiros poderão contar com as linhas 207, 732 e 736 para fazer o percurso entre o Rossio e o Cais do Sodré. Outra medida técnica diz respeito à estação do Cais do Sodré, que funcionará com plataforma temporária até ao final de julho. Esta solução temporária foi pensada para gerir os fluxos de passageiros com total segurança, mantendo a interligação ativa com os comboios suburbanos para Cascais e os ferries da Transtejo.

O impacto das obras de manutenção do metro de Lisboa no projeto da Linha Circular

A principal razão destas intervenções reside na criação da tão discutida Linha Circular, que ligará o Rato ao Cais do Sodré através de duas novas estações: Estrela e Santos. Esta é uma obra ambiciosa que pretende transformar radicalmente a forma como os cidadãos se deslocam no coração de Lisboa, reduzindo os tempos de espera e aumentando a frequência das passagens.

Estas intervenções específicas na via ferrata representam um dos últimos grandes obstáculos técnicos antes da conclusão da obra. Depois de concluída, a rede estará pronta para suportar um modelo de circulação em anel, otimizando os fluxos entre a zona norte da cidade e a zona ribeirinha. A modernização das vias deste sector é essencial para permitir que os novos comboios circulem sem abrandamentos entre os antigos troços da Linha Verde e os novos troços que acabam de ser construídos.

Cronograma e investimentos da rede

O caminho para a Linha Circular não foi isento de desafios. Inicialmente estimado em cerca de 210 milhões de euros, o projeto enfrentou diversas revisões técnicas e aumentou os custos de materiais, elevando o investimento global para cerca de 331,4 milhões de euros. A data de entrega também foi adiada: originalmente prevista para 2023, a inauguração agora está marcada para o segundo trimestre de 2026.

Apesar dos atrasos, a transportadora garante que a linha de chegada está próxima. As obras de Maio são consideradas essenciais para respeitar o calendário final. Uma vez totalmente operacional, a nova configuração do metro não só melhorará a experiência de viagem local, mas contribuirá significativamente para a sustentabilidade urbana de Lisboa, incentivando a utilização do transporte público em detrimento do transporte privado no centro da cidade.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.