Sobre nós Menções legais Contato

Massacre de ovelhas em Montemor-o-Velho: comboio atropela e mata um rebanho inteiro

O acidente ocorreu junto ao Ramal de Alfarelos, troço estratégico que liga a linha do Oeste e serve tanto comboios de longo curso como urbanos. O orçamento é pesado: aprox. 100 ovelhas eles morreram instantaneamente, deixando os moradores da área, em sua maioria agricultores, consternados. Eles não podiam acreditar na matança diante de seus olhos, no entanto, e nas equipes de resgate que intervieram no local.

Dinâmica do acidente: o trem atropela um rebanho de ovelhas

O comboio, que saía de Coimbra com destino às Caldas da Rainha, passava entre a estação de Verride e a parada de Revelaçõesprecisamente no quilômetro 211,7. De acordo com as reconstruções iniciais e os testemunhos recolhidos, os animais encontravam-se nos carris no momento em que o comboio seguia o seu percurso normal.

Embora o motorista tenha acionado os freios de emergência, o impacto foi inevitável dado o tamanho do rebanho na linha. Felizmente, nenhum ferimento foi relatado entre os passageiros e tripulantes, mas o choque do incidente foi evidente. O trem foi posteriormente devolvido à estação de Verride para permitir as operações de recuperação e segurança da área.

Intervenções e investigações: por que o trem atropelou um rebanho de ovelhas?

Foi necessária uma mobilização massiva de forças no local do acidente. Além do Corpo de Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho, as equipas do Infraestruturas de Portugalo GNR (Guarda Nacional Republicana) e a autoridade sanitária veterinária municipal.

Registar o número de ovelhas do rebanho atropelado pelo comboio não é fácil: o veterinário municipal optou de facto por recolher os microchips dos animais falecidos. Este procedimento confirmou que o número de espécimes mortos foi próximo de cem. As circunstâncias exactas que levaram o rebanho a encontrar-se na linha férrea num momento tão crítico continuam por esclarecer. A presença de animais nos trilhos representa um risco constante para a segurança do transporte, e este evento reacende o debate sobre o cercamento de áreas rurais adjacentes às ferrovias.

A história das equipes de resgate e a restauração do serviço

Paulo Matossubcomandante dos bombeiros voluntários de Montemor-o-Velho, manifestou profunda decepção com o incidente. Em anos de serviço honroso, confessou nunca ter presenciado uma colisão dessa magnitude envolvendo animais. “Chegou um chamado para desobstruir os trilhos”, explicou Matos à imprensa local. “No passado já tínhamos transportado ovelhas com os nossos barcos durante as cheias do Baixo Mondego para as trazer para um local seguro, mas nunca havíamos intervindo num acidente ferroviário desta proporção”.

As operações de retirada das carcaças e limpeza dos rastros foram longas e complexas. Exigiram várias horas de trabalho coordenado e nada simples do ponto de vista psicológico. A circulação ferroviária na linha do Oeste e no percurso suburbano para a Figueira da Foz manteve-se interrompida durante toda a manhã, causando graves transtornos aos passageiros de domingo. Somente em 12h43 a circulação voltou à normalidade num troço ferroviário fundamental para a ligação entre o centro e a costa portuguesa.

Um fenómeno global: os precedentes entre Portugal e Itália

Para a comunidade italiana residente em Portugal, este episódio dramático só pode evocar tristes analogias com acontecimentos semelhantes ocorridos recentemente em Bel Paese, demonstrando quão difícil é a coexistência entre infra-estruturas e vida rural. A imprensa italiana relata casos especulares: em 2020, um Gazzada (Varese)um comboio regional atropelou cerca de 90 ovelhas e feriu um burro que se tinha afastado do seu pastor. Mais recentemente, em 2024, trem 10875 na linha Milão-Lodi ele experimentou um destino idêntico, causando paralisia e grande desconforto. 2025 também já viu episódios críticos: em Fogianoaté um Frecciarossa se envolveu no atropelamento de algumas ovelhas, causando bloqueios no trânsito. Finalmente anúncio Empoli as operações de remoção após a colisão com um bando inteiro foram particularmente longas e complexas. Acidentes que nos lembram o quão perigoso é caminhar ou estacionar ao longo das linhas ferroviárias.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.