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Mali: a junta militar confirma a morte do Ministro da Defesa, proclamados dois dias de luto nacional

Os ataques foram perpetrados no último sábado por jihadistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos, afiliado à Al Qaeda, e ao movimento separatista tuaregue conhecido como Frente de Libertação Azawad.

A junta militar no poder em Bamako confirmou a morte do Ministro da Defesa, Sadio Câmaraem ataques perpetrados no último sábado por jihadistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (Jnim), afiliado à Al Qaeda, e pelo movimento separatista tuaregue conhecido como Frente de Libertação Azawad (Fla). O próprio conselho deu-o a conhecer num comunicado, especificando que tinha proclamado dois dias de luto nacional. Os ataques tiveram como alvo posições estratégicas da junta em Kati, perto de Bamako, onde o ministro foi morto, bem como em Mopti e Sevaré, no centro do país, e em Kidal, no norte. No norte do país, separatistas tuaregues, apoiados por grupos jihadistas, assumiram o controlo total da cidade de Kidal, abandonada pelas autoridades civis e militares do Mali, bem como por membros da organização paramilitar russa Afrika Corps, na sequência de negociações.

A junta militar afirma ter matado 200 “terroristas” e afirma que os ataques atingiram um total de sete locais: Bamako e Kati, perto da capital; Konna, Mopti e Sevaré, no centro do país; e finalmente Gao e Kidal, no norte. O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas descreveu a situação como “muito tensa” e falou de “um vasto e complexo plano de desestabilização”, afirmando ter repelido os agressores. A cidade de Kidal, no norte, está agora sob o controle total dos jihadistas Jnim e do grupo tuaregue Fla. Após as negociações, os mercenários russos do Corpo Africano e do exército do Mali deixaram a cidade e foram para Gao, tal como as autoridades civis oficiais. O município fala em mudar-se para fora de Kidal, reconhecendo assim a sua ausência na cidade.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.