De acordo com o primeiro -ministro brasileiro, um acordo entre as partes estaria “mais próximo do que parece”, mas tanto o russo quanto o presidente ucraniano “lutam para explicar seus limites aos seus respectivos povos”
O presidente brasileiro, Luiz Inacio Lula da Silvadisse que a Ucrânia não poderá recuperar todos os territórios ocupados pela Rússia e que, em sua opinião, os principais líderes mundiais, incluindo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o russo Vladimir Putin“Eles já sabem o que vai acontecer” no final da guerra. Ele disse isso durante um ponto de imprensa com jornalistas a reboque durante a viagem à França. “Eu sinceramente acho que no subconsciente – ou melhor, no inconsciente – todos os líderes políticos do mundo sabem como a guerra terminará”, disse Lula. “As condições para um acordo já estão sobre a mesa. Somente a coragem de dizer claramente o que você quer está faltando”, acrescentou, antes de fazer uma pergunta retórica: “Você acha que Putin deixará a Crimeia?”.
O presidente brasileiro então respondeu sozinho: “Nem ele quer sair, nem Zelensky quer admitir que o outro partido já invadiu esses territórios”. Questionado sobre o que ele considera concretamente que isso acontecerá, Lula respondeu com ironia: “Não posso dizer isso, porque sou um sul -americano, não quero comentar sobre algo tão sério”. No entanto, ele reiterou: “Estou convencido de que todos os presidentes, especialmente os europeus, os Estados Unidos, Putin e Zelensky, sabem o que está prestes a acontecer”. Segundo Lula, um acordo entre as partes seria “mais próximo do que parece”, mas o presidente russo e o presidente ucraniano “lutam para explicar seus limites aos seus respectivos povos”. “Ninguém conseguirá tudo o que ele quer. O que pode ser conquistado. A vida é assim, nas relações humanas, como nas relações políticas”, disse ele. “É difícil acreditar em uma coisa e depois perceber que isso não acontecerá, que você não conseguirá o que queria, mas apenas uma parte”.
Ele então especificou: “Nem a posição de Zelensky, nem o Putin será feito a 100 %”, disse ele. Finalmente, o presidente relançou sua própria proposta de negociação para acabar com o conflito: a criação de um grupo de países emergentes, liderado pelo secretário -geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, encarregado de visitar a Ucrânia e a Rússia, atender a Putin e Zelensky e propõe as condições para um acordo de incêndio e paz. Segundo Lula, a idéia foi discutida recentemente com o presidente francês Emmanuel Macron, durante sua visita oficial a Paris. Para Lula, “essa seria a melhor forma para ajudar os dois países a chegar a um acordo. Se nenhum deles estiver em posição de dizer o que ela quer, alguém de fora poderia fazê -lo”. No entanto, ele especificou: “Isso será possível apenas com o consentimento de ambos os lados”.