A decisão ocorre alguns dias após o grave incidente diplomático que envolveu a missão “Team Europe” – composta por representantes da Comissão Europeia e dos governos da Itália, Grécia e Malta – rejeitados no aeroporto de Benina depois que os membros da delegação foram declarados “não -agradecimentos”, uma fórmula diplomática que expressa a recusação formal a acomodar uma representação estrangeira. Exacerbar a situação teria sido uma comparação acalorada entre o embaixador da União Europeia, Nicola Orlando, e representantes da Líbia, culminando em uma discussão animada – embora nos tons da civilização diplomática – que, de acordo com fontes locais, geraram forte irritação.
A reunião agendada entre a delegação européia e o general Haftar deveria ter sido realizada em um formato técnico e reservado, sem a presença de representantes do governo paralelo. No entanto, na chegada a Benghazi – já adiada por mais de uma hora em comparação com o horário programado – os representantes europeus se encontraram em frente a Haftar, mas os ministros das Relações Exteriores e o interior do governo não reconhecidos, além do primeiro -ministro do leste, Osama Hammad, esperando na sala VIP do aeroporto. Uma situação considerada inaceitável pela delegação e, até onde parece, também pelo governo britânico, que teria avaliado isso como um motivo suficiente para cancelar a visita de Falconer.