O Representante Especial do Secretário Geral das Nações Unidas na Líbia, Hanna Tettehdisse em entrevista à agência russa “Tass” que as eleições nacionais na Líbia poderiam ocorrer dentro de 12 a 18 meses, “não imediatamente, mas se o roteiro da ONU for implementado com sucesso”. Segundo Tetteh, um voto geral permitiria formar um governo unificado e legitimado, capaz de reorganizar instituições internas e atuar como um ator político credível também no cenário internacional. O roteiro, apresentado por Tetteh ao Conselho de Segurança em 21 de agosto, é dividido em três pilares: para preparar um contexto técnico e político para as eleições presidenciais e legislativas, incentivar a unificação das instituições com um novo governo e iniciar um diálogo estruturado com a sociedade civil. A proposta foi processada após uma consulta on -line que envolveu mais de 26 mil líbios, dos quais 42 % se expressaram pelo desenvolvimento conjunto da presidencial presidencial e legislativa. No mesmo dia da apresentação, em 21 de agosto, as eleições municipais foram realizadas em 26 cidades com uma participação de 71 %, apesar dos ataques e adiamentos em alguns lugares, demonstrando – de acordo com Tetteh – da “forte aspiração democrática da população”.
Na Frente Regional, o representante da ONU também enfrentou as hipóteses de redefinir os palestinos de Gaza no território da Líbia, reiterando que “a maioria dos líbios não aceitaria tais planos” e que as reações que surgiram nas redes sociais confirmam uma recusa generalizada e clara. No entanto, a questão da aplicação concreta do roteiro permanece sem solução. Conforme observado pelo jornal Líbia “Al Wasat”, a iniciativa “permanece suspensa entre o apoio externo e a ausência de progresso no solo”, a frenagem da instabilidade e dos veto internos. Em nível internacional, os Estados Unidos, a União Europeia e a União Africana expressaram apoio, mas no nível interno pesam os nós das indicações soberanas e da Comissão Eleitoral, além da violência recorrente em diferentes municípios do país, começando com a capital Trípoli. Sem um acordo legal básico, ele alerta o jornal: “todo apoio internacional corre o risco de se transformar em uma ilusão”.