O novo apelo dos representantes europeus vem em um momento de crescente instabilidade na capital da Líbia, onde, segundo fontes locais e diplomáticas, movimentos anômalos de meios e unidades armadas estão registrando.
A delegação da União Europeia na Líbia e as missões diplomáticas dos Estados-Membros da UE no país do norte da África lançaram hoje um apelo conjunto por uma “escalada urgente” da situação militar na capital Trípoli e nas áreas circundantes. Em uma declaração generalizada hoje, os representantes europeus se juntaram à missão de apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL) ao exortar todas as partes envolvidas a resolver as disputas “de maneira pacífica” e respeitar totalmente o incêndio e as disposições sobre a segurança já acordada. “Reiteramos nosso apelo a todos os atores líbios, para que a proteção das infra -estruturas civis e civis seja garantida, de acordo com o direito internacional”, diz a nota. Os signatários também reafirmam seu “compromisso de determinar responsabilidades em relação a todos os atos que ameaçam a paz, a segurança dos civis, a integridade das instituições nacionais ou o processo político”. A UE disse que estava pronto para apoiar ativamente qualquer esforço destinado a reduzir as tensões. “Incentivamos todas as partes a se envolver em um diálogo construtivo com o apoio da missão da ONU na Líbia”, conclui o comunicado à imprensa.
O novo apelo dos representantes europeus vem em um momento de crescente instabilidade na capital da Líbia, onde, segundo fontes locais e diplomáticas, movimentos anômalos de meios e unidades armadas atribuíveis a diferentes milícias estão registrando. O medo, já expresso nos últimos dias pela UNSMIL, é que esses desenvolvimentos podem prelúdio de novos confrontos na cidade, comprometendo a frágil trégua atingida em maio passado em Trípoli após séria confrontos armados entre milícias rivais. Em uma declaração publicada em sua página no Facebook, Unsmil convidou todas as partes a “abster -se do uso da força, em particular nas áreas densamente povoadas, e para evitar qualquer ação política ou retórica que possa levar a uma escalada ou desencadear novos confrontos”.