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LEGA ARABA: A cúpula de Bagdá começará amanhã, duvida da presença dos líderes do Golfo

Será a 34ª Cúpula Ordinária, acompanhada por dois outros eventos de alto nível: a cúpula para o desenvolvimento econômico e social e a cúpula trilateral entre o Iraque, o Egito e a Jordânia

A capital iraquiana sediará amanhã, sábado, 17 de maio, a 34ª Cúpula Ordinária da Liga Árabe, acompanhada por outros dois eventos de alto nível: a cúpula árabe para o desenvolvimento econômico e social e a cúpula trilateral entre o Iraque, Egito e Jordão. Ministro das Relações Exteriores iraquianas, Fuad Husseinanunciou ontem a conclusão da sessão preparatória dos ministros das Relações Exteriores árabes, sublinhando a importância histórica dessa fase para o mundo árabe. Entre as propostas que surgiram, a formação de um comitê ministerial de alto nível – composto pelo Iraque, Bahrein, Secretaria da Liga Árabe e de outros países interessados ​​- destinados a fortalecer o diálogo e a cooperação regional.

Durante a sessão, o ministro das Relações Exteriores da Bahrein, Abdullatif Bin Rashid em Zayanidefiniu o cume como uma “manifestação clara da paz e solidariedade árabe”, colocando a ênfase na urgência de uma unidade regional eficaz. O Secretário Geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheitpor sua vez, evocou os desafios tumultuados que enfrentam a região e o mundo, destacando as grandes expectativas que acompanham a cúpula de Bagdá. Segundo relatos do porta -voz do governo iraquiano, Bassem em AwadiO Iraque preparou 18 iniciativas a serem apresentadas durante a cúpula. Destes, cinco – referentes à cooperação em segurança, a luta contra o terrorismo e o tráfico de drogas – já foram aprovados na reunião ministerial de quinta -feira. Os outros, principalmente com conteúdo econômico, incluem uma proposta para a criação de um fundo árabe destinado à reconstrução de Gaza e Líbano.

Todas as delegações dos países árabes participarão da conferência, conforme confirmado por Al Awadi, com a presença especial do primeiro -ministro espanhol, convidado de honra da cúpula em reconhecimento ao apoio oferecido por Madri à causa palestina após os eventos de 7 de outubro. Entre os convidados também o Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterresque chegou ontem em Bagdá, o Secretário do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), o da União Africana e um representante da União Europeia. O Awadi também anunciou que até agora cerca de 1.000 vistos foram divulgados para as delegações árabes participantes. Cerca de 550 operadores de informação são esperados, entre jornalistas iraquianos e correspondentes estrangeiros, para cobrir o evento. Apesar das medidas de segurança fortalecidas, a Comissão Suprema de Segurança da Cúpula especificou que nenhum toque de recolher será imposto na capital e que “todas as lojas e mercados públicos permanecerão abertos”, convidando os cidadãos a não dar crédito a itens infundados. Há também uma série de eventos culturais e artísticos nos principais teatros, hotéis e fóruns que hospedam as delegações árabes.

De acordo com o porta -voz iraquiano, o líder dos líderes, a cúpula econômica – será realizada amanhã – que será presidida pelo Iraque pelos próximos cinco anos – e a reunião trilateral com o Egito e a Jordânia, como parte do mecanismo de cooperação se fortaleceu entre os três países. No final das obras, será emitido um documento oficial, a “Declaração de Bagdá”, que fluirá para o comunicado de imprensa final da cúpula comum. Em resposta a uma questão da imprensa, o ministro das Relações Exteriores iraquianas preferia não comentar sobre a ausência, no momento, de princípios e soberanos dos países do Golfo, referindo todas as avaliações de amanhã.

De acordo com a agência de imprensa iraquiana “Shafaq News”, o possível boicote por alguns países do Golfo está ligado à escalada de declarações e decisões institucionais iraquianas no dossiê de Khor Abdullah, o acordo marítimo, assinado entre Baghdad e Kuwait Ishland em 2013 para regular a navegação entre os Bubiyan, e a Warbah Ishland em 2013 para regular 833 do Conselho de Segurança das Nações Unidas de 1993, por sua parte, o governo do Kuwait apresentou um protesto formal, definindo o questionamento de um acordo ratificado por ambos os lados e já registrado nas Nações Unidas “inaceitáveis”. Os outros estados do Golfo consideram a estabilidade dos limites entre o Iraque e o Kuwait um elemento crucial para a segurança regional. O possível boicote de Riad, Abu Dhabi, Manama e Doha representaria um golpe sério para Bagdá, que se concentra no topo de 17 de maio para relançar sua imagem diplomática e consolidar um papel mediador entre os diferentes membros do mundo árabe.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.