“Nenhuma resposta da Ucrânia à proposta de três grupos de trabalho”
A Rússia está disposta a examinar as formulações concretas do plano dos EUA para resolver o conflito na Ucrânia. Isto foi afirmado pelo Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, durante uma conferência de imprensa conjunta em Minsk com o seu homólogo bielorrusso Maxim Ryzhenkov.
“Temos o plano, mas através de canais não oficiais. Não nos foi enviado oficialmente”, especificou Lavrov. “Estamos prontos, como disse o presidente (Vladimir Putin), para discutir formulações concretas, porque uma série de questões requerem esclarecimentos. Até agora não recebemos dos nossos colegas norte-americanos essa versão sobre a qual a comunicação social está a especular”, acrescentou o chefe da diplomacia russa.
Moscovo “espera uma versão intermédia do plano para a resolução do conflito ucraniano dos Estados Unidos, acordado com a Europa e Kiev. Temos canais de comunicação com os nossos colegas americanos, eles estão a ser utilizados. Deles esperamos aquela versão que considerarão intermédia do ponto de vista de completar a fase de coordenação deste texto com os europeus e os ucranianos”, disse ainda Lavrov.
A Rússia ainda não recebeu uma resposta da parte ucraniana à proposta de criação de três grupos de trabalho para tratar de questões relacionadas com o conflito. “Ainda não recebemos resposta dos ucranianos à proposta de criação de três grupos de trabalho, porque reclamaram que em Istambul só falaram sobre o aspecto humanitário da situação, enquanto ninguém disse nada sobre as questões que têm uma relação direta e fundamental com a resolução. Propusemos: vamos criar três grupos: humanitário, político e militar. Não há resposta. Isto aconteceu em julho deste ano”, disse Lavrov.
O ministro afirmou “vemos países que poderiam desempenhar um papel construtivo como mediadores. Estes são tanto a Bielorrússia como a Turquia, como o presidente russo Vladímir Putin ele discutiu dias atrás com o presidente turco Erdogan, que também está interessado em ajudar a criar uma plataforma.” O chefe da diplomacia russa concluiu então: “Não fomos nós que rejeitamos a plataforma de Istambul, mas foram os ucranianos que a rejeitaram.”