A subida de hoje, 1 de Maio, segue-se a uma forte revalorização que ocorreu ontem à noite, 30 de Abril, quando o iene passou da faixa de 160 para 155 em relação ao dólar.
O iene valorizou-se fortemente em relação ao dólar pelo segundo dia consecutivo, subindo de 157,11 para cerca de 155,50 em menos de dez minutos durante os mercados da tarde, informou o jornal Nikkei. Não foi possível determinar imediatamente se a medida reflectiu compras governamentais de ienes ou se foi impulsionada pelo mercado. A subida de hoje, 1 de Maio, segue-se a uma forte revalorização ocorrida ontem à noite, 30 de Abril, quando o iene passou da faixa de 160 para 155 face ao dólar: fontes citadas pelo “Nikkei” confirmaram que se tratou de uma intervenção cambial do Ministério das Finanças em Tóquio. De manhã, o Vice-Ministro das Finanças para Assuntos Internacionais, Atsushi Mimura, emitiu um alerta indirecto contra actividades especulativas no mercado cambial, optando por fazer referência ao período de férias da Semana Dourada – que começou na quarta-feira e deverá continuar até 6 de Maio para muitos trabalhadores – em vez de mencionar explicitamente o mercado cambial.
“Percebo que as férias ainda estão na fase inicial”, disse Mimura aos jornalistas, acrescentando que a sua posição sobre a actividade especulativa permanece “inalterada”. A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, já tinha alertado os mercados que estava pronta para tomar “medidas decisivas” durante o período de férias. Embora o governo japonês não tenha confirmado oficialmente qualquer intervenção no mercado cambial, fontes citadas pelo “Nikkei” atribuíram o fortalecimento do iene às compras realizadas em conjunto pelo governo e pelo Banco do Japão. A redução nos volumes de negociação típica do período de férias, com muitos traders japoneses em férias, tende a amplificar a volatilidade do mercado. As vendas de ienes intensificaram-se depois de o Banco do Japão ter decidido, na terça-feira, 28 de Abril, manter a taxa de referência inalterada em 0,75 por cento, com o governador Kazuo Ueda a sugerir a possibilidade de um aumento da taxa num futuro próximo.